Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é alvo de mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro
26 de Fevereiro de 2025 às 08h33

Operação da Polícia Civil mira rapper Oruam e resulta em prisão de foragido

Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é alvo de mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na manhã desta quarta-feira (26), uma operação direcionada ao rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, popularmente conhecido como Oruam. A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), teve como objetivo cumprir dois mandados de busca e apreensão em endereços associados ao artista.

Oruam, de 23 anos, é investigado por um incidente ocorrido em 16 de dezembro do ano passado, quando teria disparado uma arma de fogo em um condomínio residencial em Igaratá, interior de São Paulo. O rapper foi indiciado pelo crime de disparo de arma de fogo, que colocou em risco a integridade física de várias pessoas.

Durante a operação, os agentes encontraram um homem considerado foragido da Justiça na residência do cantor, que possuía um mandado de prisão em aberto por organização criminosa. A prisão do foragido ocorreu em meio à busca, que também se estendeu a endereços da mãe de Oruam, Mária Nepomuceno.

Os mandados foram expedidos pela Justiça de Santa Isabel, em São Paulo, e visam não apenas a apreensão da arma utilizada por Oruam, mas também materiais que possam ajudar a identificar o proprietário do armamento. A DRE informou que a operação é parte de um inquérito que investiga a ocorrência de disparos realizados pelo rapper.

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A situação de Oruam se complica ainda mais em um contexto onde ele já havia sido detido anteriormente, no último dia 20, na Barra da Tijuca, após realizar uma manobra arriscada em frente a uma viatura da Polícia Militar. Na ocasião, ele foi autuado por dirigir com a carteira suspensa e foi liberado após o pagamento de fiança.

Oruam, que ganhou notoriedade no cenário musical brasileiro, é filho de Mário dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho, que está preso desde 1996. A relação do cantor com figuras do tráfico de drogas tem gerado polêmica e críticas, especialmente após sua manifestação durante o festival Lollapalooza, em que usou uma camiseta pedindo pela liberdade de seu pai.

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro também está discutindo a proposta de uma "Lei Anti-Oruam", que visa restringir a contratação de artistas que façam apologia ao crime e ao uso de drogas. A iniciativa, que já ganhou espaço em outras capitais, foi proposta pela vereadora Talita Galhardo (PSDB) e tem gerado debates acalorados na sociedade.

As investigações continuam, e a Polícia Civil busca aprofundar os desdobramentos da operação, que não apenas envolve Oruam, mas também a dinâmica do crime organizado no estado. A defesa do rapper ainda não se manifestou sobre os recentes acontecimentos.

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