A ONG Foro Penal confirma a soltura de 80 prisioneiros, enquanto o governo de Delcy Rodríguez promete mais libertações.
26 de Janeiro de 2026 às 09h52

Venezuela liberta ao menos 80 presos políticos em meio a pressão internacional

A ONG Foro Penal confirma a soltura de 80 prisioneiros, enquanto o governo de Delcy Rodríguez promete mais libertações.

Pelo menos 80 presos políticos foram libertados neste domingo (25) na Venezuela, conforme anunciou a ONG Foro Penal, que monitora as solturas no país. A ação ocorre em um contexto de pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, que têm criticado o regime de Nicolás Maduro.

O governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Maduro em uma operação militar dos EUA em 3 de janeiro, prometeu um “número importante” de libertações. No entanto, a lentidão no processo tem gerado descontentamento entre familiares e defensores dos direitos humanos.

“Pelo menos 80 presos políticos que estamos verificando foram libertados hoje em todo o país. É provável que ocorram mais solturas”, afirmou Alfredo Romero, diretor do Foro Penal, em uma publicação na rede social X.

O advogado Gonzalo Himiob, também do Foro Penal, informou que as libertações ocorreram durante a madrugada e que o número ainda não é definitivo, podendo aumentar à medida que mais verificações forem realizadas.

De acordo com o governo venezuelano, 626 pessoas foram libertadas desde dezembro, um número que será verificado pelo alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Contudo, essa cifra contrasta com os dados de ONGs, que indicam que aproximadamente metade desse total foi realmente libertada.

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A ONG Foro Penal estima que a Venezuela tenha entre 800 e 1.200 presos políticos atualmente. As recentes libertações de prisioneiros coincidem com um apelo de Rodríguez para que a oposição e o governo cheguem a um acordo visando a paz no país, que vive um clima de tensão política e social.

Os protestos contra a reeleição de Maduro em 2024 resultaram em repressão severa, com mais de 2.000 detenções em um curto espaço de tempo. Além disso, um estado de emergência foi declarado, punindo com prisão quem apoiar a intervenção americana.

Entre os libertados estão figuras políticas e ativistas de direitos humanos, mas muitos nomes permanecem desconhecidos até que as confirmações sejam concluídas. A ONG tem sido cautelosa em divulgar informações até que as famílias autorizem.

Rodríguez, que governa temporariamente, tem promovido uma mudança na relação entre Caracas e Washington, especialmente após a intervenção militar que depôs Maduro, resultando em um grande número de mortos.

As autoridades venezuelanas continuam a enfrentar críticas pela lentidão nas libertações, enquanto familiares de detidos se reúnem em frente às prisões, aguardando notícias de seus entes queridos. A situação na Venezuela continua a ser monitorada de perto por organizações internacionais e governos estrangeiros.

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