Pesquisa revela que Lula enfrenta 47% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro tem 44,1%
Levantamento do Paranã Pesquisas mostra cenário de rejeição semelhante entre os pré-candidatos à presidência.
Um levantamento realizado pelo instituto Paranã Pesquisas, divulgado nesta terça-feira (31), aponta que 47% dos eleitores que conhecem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, apresenta uma rejeição de 44,1% entre os eleitores que o conhecem.
De acordo com a pesquisa, o conhecimento sobre Lula é bastante amplo: 83,3% dos entrevistados afirmam conhecê-lo bem, enquanto 15,6% dizem conhecê-lo apenas de ouvir falar. Apenas 1,1% dos entrevistados não o conhecem. Entre os que conhecem o presidente, 30,4% afirmam que votariam com certeza nele, enquanto 21,4% indicam que poderiam votar.
Em relação a Flávio Bolsonaro, o cenário é diferente. Apenas 36,8% dos entrevistados afirmam conhecê-lo bem, enquanto 54,5% o conhecem apenas de ouvir falar e 8,7% não o conhecem. Entre os que conhecem o senador, 30,1% afirmam que votariam com certeza nele, e 24,6% dizem que poderiam votar.
A pesquisa também revela que a rejeição a Flávio Bolsonaro é mais acentuada entre as famílias beneficiárias do Bolsa Família, onde 55,4% afirmam que não votariam nele. Já entre aqueles que não recebem o auxílio, a rejeição é de 41,5%. Por outro lado, a rejeição a Lula é de 27,6% entre os beneficiários do programa social, saltando para 51,7% entre os não beneficiários.
O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 28 de março e ouviu 2.080 eleitores em 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00873/2026.
A proximidade nos índices de rejeição entre os dois pré-candidatos indica um cenário de equilíbrio, o que pode dificultar a ampliação de apoio além de suas bases eleitorais já consolidadas.
Além disso, a pesquisa sugere que ambos os candidatos enfrentam barreiras significativas para conquistar novos eleitores, o que pode impactar suas estratégias de campanha nas próximas eleições.
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