Polícia Federal realiza operação contra a família do bicheiro Rogério de Andrade no RJ
Ação visa desarticular organização criminosa ligada à lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no estado.
Na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que tem como alvo a família do bicheiro Rogério de Andrade, além de policiais civis e militares no Rio de Janeiro. A ação, denominada "Operação Centelha", busca desarticular uma organização criminosa envolvida em sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Os agentes estão cumprindo 16 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo bairros da cidade do Rio de Janeiro como Centro, Barra da Tijuca, Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes, Taquara, Jacarepaguá, Bangu e Realengo, além de Mangaratiba, na Costa Verde.
A investigação aponta que a organização criminosa operava por meio de uma rede de postos de gasolina e utilizava “laranjas” para ocultar suas atividades. Os estabelecimentos alvos eram administrados secretamente pelos investigados, que formavam um grupo econômico atuante também em lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial.
Como parte da operação, a Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados, incluindo imóveis, veículos de luxo, cotas de empresas e pelo menos 16 embarcações. Os envolvidos podem enfrentar acusações de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e formação de organização criminosa.
Rogério de Andrade, conhecido por sua ligação com o jogo do bicho, está preso no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, desde outubro de 2024, após ser acusado de mandar matar um rival, Fernando Iggnácio. Andrade é um dos financiadores da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel e responde a diversos processos no Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação atual é uma continuidade de esforços das autoridades para combater o crime organizado no estado, que tem enfrentado desafios significativos relacionados ao tráfico de drogas e à exploração de jogos de azar.
As investigações da PF revelaram que a estrutura da organização criminosa apresentava estabilidade, permanência e divisão de tarefas, características que a tornavam uma ameaça à ordem pública e à economia local.
As ações da PF têm como objetivo não apenas desmantelar essa rede criminosa, mas também recuperar os ativos financeiros obtidos de forma ilícita, contribuindo para o fortalecimento da segurança pública no estado do Rio de Janeiro.
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