Ministro do STF defende análise transparente e presencial de novos elementos da investigação da Polícia Federal
01 de Setembro de 2026 às 17h26

Mendonça solicita sessão pública do STF para discutir mensagens entre Moraes e Vorcaro

Ministro do STF defende análise transparente e presencial de novos elementos da investigação da Polícia Federal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta terça-feira que levará ao plenário da Corte os novos elementos apresentados pela Polícia Federal (PF) sobre uma suposta rede de monitoramento e influência relacionada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que foi dono do Banco Master. A análise ocorrerá independentemente da manifestação que a Procuradoria-Geral da República (PGR) venha a apresentar.

Mendonça determinou que a discussão seja realizada em uma sessão presencial, pública e transparente. A data para essa sessão será definida pelo presidente do STF, Edson Fachin. O relator também retirou o sigilo do processo, que contém informações obtidas pela PF a partir da análise do celular de Vorcaro.

Em sua decisão, Mendonça afirmou: “Independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal”. Ele destacou que cabe à “instância soberana” analisar os novos elementos apresentados pelos investigadores de forma técnica e estritamente jurídica.

O ministro também ressaltou que a deliberação deve ocorrer de maneira pública e transparente, em uma sessão presencial do colegiado. Apesar da indicação do relator, a decisão final sobre a modalidade da análise caberá ao presidente do STF.

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Anteriormente, Mendonça havia dado um prazo de cinco dias para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestasse sobre o material. Agora, ele antecipa que, independentemente da posição da PGR, o conteúdo será submetido aos demais ministros do Supremo.

O relatório da PF, que foi mantido em sigilo até esta terça-feira, reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O conteúdo dessas mensagens pode ter implicações significativas nas investigações em andamento.

Além disso, o relatório aponta que Vorcaro questionou Moraes sobre a possibilidade de deixar o país dias antes de sua prisão, indicando que ele já suspeitava de que poderia ser detido. Essa situação levanta a preocupação sobre a relação entre o ex-banqueiro e o ministro do STF.

Com a retirada do sigilo, a pressão aumenta sobre a presidência do STF para que a análise do caso ocorra em um ambiente público, permitindo que a sociedade tenha acesso às informações e ao processo decisório. A investigação envolve questões sensíveis que podem impactar a credibilidade das instituições judiciárias e de inteligência do país.

A expectativa é que a sessão presencial traga mais clareza sobre os desdobramentos da investigação e sobre as relações entre os envolvidos, além de garantir a transparência necessária em um Estado democrático de direito.

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