A intensificação das hostilidades na Ucrânia e a resposta da Rússia elevam os preços do petróleo, que atingem máximas em duas semanas.
22 de Novembro de 2024 às 17h57

Preços do petróleo sobem com tensões crescentes no conflito Rússia-Ucrânia

A intensificação das hostilidades na Ucrânia e a resposta da Rússia elevam os preços do petróleo, que atingem máximas em duas semanas.

Os contratos futuros de petróleo encerraram a última sexta-feira (22) com uma forte alta, registrando um aumento superior a 5% na semana. Esse movimento é impulsionado por temores relacionados à intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia, que geram incertezas no mercado global de energia.

A escalada das hostilidades na Ucrânia, especialmente a resposta da Rússia ao uso de armas de longo alcance fornecidas por países ocidentais, tem contribuído para o aumento do prêmio de risco geopolítico. Na sexta-feira, os preços do petróleo Brent subiram 1,3%, alcançando 75,17 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos teve um aumento de 1,6%, fechando a 71,24 dólares.

Ambas as referências do petróleo acumularam uma alta aproximada de 6% na semana, sendo essa a maior valorização desde 7 de novembro, quando a Rússia intensificou sua ofensiva na Ucrânia após a autorização de ataques mais profundos por parte do Reino Unido e dos EUA.

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Segundo Ole Hansen, analista do Saxo Bank, “a escalada no conflito Rússia-Ucrânia elevou as tensões geopolíticas além dos níveis observados durante o recente conflito entre Israel e grupos militantes apoiados pelo Irã”. Essa afirmação reflete a crescente preocupação do mercado em relação à estabilidade das fontes de fornecimento de petróleo.

Além disso, o presidente Vladimir Putin declarou que a Rússia continuará a testar seu novo míssil hipersônico Oreshnik em combate, afirmando que há um estoque pronto para uso. A utilização de mísseis balísticos dos EUA e mísseis de cruzeiro britânicos pela Ucrânia, visando alvos na Rússia, motivou essa resposta militar.

Os traders permanecem cautelosos, temendo que a intensificação das tensões possa resultar em interrupções significativas no fornecimento global de petróleo, algo que poderia impactar os preços de forma ainda mais acentuada nas próximas semanas.

Com a situação em constante evolução, o mercado de petróleo permanece em alerta, aguardando novos desdobramentos no conflito que possam influenciar as cotações e a segurança do fornecimento global.

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