Colégios estaduais terão autonomia para solicitar mudanças conforme a situação climática, afirma secretaria da Educação.
25 de Fevereiro de 2025 às 16h04

Governo do RS mantém aulas na rede pública apesar da onda de calor extremo

Colégios estaduais terão autonomia para solicitar mudanças conforme a situação climática, afirma secretaria da Educação.

O governo do Rio Grande do Sul decidiu, nesta terça-feira (25), que as aulas nas 2.320 escolas estaduais permanecerão mantidas, mesmo diante da previsão de continuidade da onda de calor extremo que atinge o estado. A decisão foi anunciada durante uma coletiva de imprensa realizada no Centro Administrativo de Contingência, em Porto Alegre, pelas secretárias da Educação, Raquel Teixeira, e de Obras Públicas, Izabel Matte, juntamente com representantes do Cpers Sindicato, que representa os professores.

Raquel Teixeira afirmou que as escolas terão autonomia para solicitar a suspensão das aulas junto às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), que analisarão cada pedido de forma individual. “As análises serão feitas caso a caso”, disse a secretária, destacando que algumas escolas estão preparadas para lidar com as altas temperaturas, enquanto outras enfrentam dificuldades.

Para garantir a segurança dos alunos, a Secretaria da Educação já implementou uma série de medidas preventivas. Entre elas, a possibilidade de ajustes nos horários de entrada e saída das aulas, além da suspensão de atividades físicas durante os momentos mais quentes do dia. A ampliação da hidratação nas escolas também foi estabelecida, com a oferta de mais água aos alunos e a adaptação do cardápio da merenda escolar para opções mais leves e frescas.

O governo anunciou ainda um investimento de R$ 180 milhões, parte do programa Agiliza Educação, destinado à aquisição de ventiladores, bebedouros e outros equipamentos que visam melhorar o conforto térmico nas unidades de ensino. “Esta não é a primeira onda de calor e não será a última. É a realidade ambiental que construímos para nosso planeta”, ressaltou Izabel Matte.

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A presidente do Cpers, Rosane Zan, enfatizou a importância de um protocolo para situações de altas temperaturas. Ela alertou que a fiscalização nas escolas continuará e que a educação não pode ocorrer em ambientes insalubres. “Se não houver uma resposta satisfatória da Seduc, a última medida será a greve”, afirmou.

As aulas na rede estadual do Rio Grande do Sul começaram no último dia 13, após um adiamento devido a uma liminar do sindicato. A previsão inicial era que as atividades tivessem início três dias antes. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) acolheu o pedido da Procuradoria-Geral do Estado, garantindo o retorno às aulas.

Além disso, a secretária Raquel Teixeira mencionou que o governo está trabalhando para resolver problemas de infraestrutura em cerca de 800 colégios estaduais, especialmente aqueles relacionados à rede elétrica, para garantir que as escolas estejam adequadas para enfrentar as altas temperaturas.

O Cpers também se comprometeu a participar das discussões para a elaboração do calendário letivo de 2026, uma vez que atualmente não participa desse processo. O sindicato busca melhorias nas condições de ensino e promete continuar ouvindo a categoria e denunciando casos de escolas sem condições adequadas para o funcionamento.

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