Gol e outras cinco empresas enfrentam restrições após alerta dos EUA sobre segurança na região
27 de Novembro de 2025 às 17h01

Venezuela revoga licenças de companhias aéreas após cancelamento de voos

Gol e outras cinco empresas enfrentam restrições após alerta dos EUA sobre segurança na região

A Venezuela anunciou na quarta-feira, 26, a revogação das licenças de operação de seis companhias aéreas internacionais, incluindo a brasileira Gol, após as empresas suspenderem seus voos para o país. A medida ocorre em meio a um alerta emitido pelos Estados Unidos sobre a segurança no espaço aéreo venezuelano, devido ao aumento das tensões militares na região.

As companhias afetadas pela decisão do governo venezuelano incluem a espanhola Iberia, a portuguesa TAP, a colombiana Avianca, a chilena Latam (somente sua operação na Colômbia), além da Gol e da turca Turkish Airlines. O Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) da Venezuela justificou a revogação das licenças, alegando que as empresas se uniram às ações de “terrorismo de Estado” promovidas pelos Estados Unidos ao suspenderem suas operações.

Na semana passada, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu um alerta de segurança, recomendando que as aeronaves que sobrevoam o espaço aéreo da Venezuela exercessem extrema cautela. O aviso foi motivado pelo agravamento da situação de segurança e pelo aumento da atividade militar na região.

Em resposta ao alerta, o governo da Venezuela havia dado um prazo de 48 horas para que as companhias aéreas retomassem suas operações. No entanto, as empresas não atenderam à demanda, levando à revogação das licenças. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Venezuela, mas os documentos disponíveis online só vão até o início de novembro.

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O governo venezuelano, liderado pelo presidente Nicolás Maduro, tem enfrentado crescentes tensões com os Estados Unidos, que enviaram tropas para o Caribe em meio a alegações de que Maduro está envolvido em atividades de narcotráfico. O presidente americano, Donald Trump, tem se manifestado de maneira ambígua sobre a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela, ao mesmo tempo em que expressa interesse em dialogar com o governo venezuelano.

As companhias aéreas afetadas agora enfrentam um cenário incerto, com a Gol já afirmando que deseja retomar os voos assim que as condições de segurança forem adequadas. Enquanto isso, a suspensão de voos impactou milhares de passageiros, com mais de 40 voos cancelados até o momento, segundo a Associação Nacional de Agências de Viagem e Turismo (AVAVIT).

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, criticou a intervenção dos Estados Unidos e reafirmou o direito soberano da Venezuela de decidir sobre as operações aéreas em seu território. “Fiquem com seus aviões e nós ficamos com nossa dignidade”, declarou Cabello, enfatizando a posição do governo em relação à soberania nacional.

À medida que a situação continua a se desenvolver, a comunidade internacional observa atentamente as repercussões das tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à segurança na aviação e ao impacto nas relações diplomáticas entre os países.

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