Polícia Federal determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão
Após a cassação de seu mandato, Eduardo Bolsonaro deve reassumir funções na PF, conforme ato publicado no DOU.
A Polícia Federal (PF) determinou, nesta sexta-feira (2), o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão da corporação, função que ele ocupava antes de se dedicar à carreira política. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e estabelece que o ex-deputado deve reassumir suas atividades no Rio de Janeiro, sob pena de enfrentar "providências administrativas e disciplinares cabíveis" em caso de "ausência injustificada".
Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ingressou na PF em 2010 e se afastou de suas funções em 2015 para atuar como deputado federal. Em dezembro de 2025, sua licença foi revogada após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarar a perda de seu mandato, devido a um número significativo de faltas não justificadas.
Desde fevereiro de 2025, Eduardo está nos Estados Unidos, onde se licenciou do cargo parlamentar. Durante sua estadia, ele esteve envolvido em atividades que geraram controvérsias, incluindo articulações que resultaram na adoção de sanções econômicas e diplomáticas contra o Brasil, que foram posteriormente revogadas após uma reaproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
A determinação da PF destaca que o retorno de Eduardo ao cargo é necessário para fins de regularização da sua situação formal na corporação. O ato foi assinado por Licínio Nunes de Moraes Netto, diretor de gestão de pessoas substituto, e enfatiza que a ausência injustificada poderá resultar em consequências administrativas.
Eduardo Bolsonaro, que não se pronunciou publicamente sobre a decisão da PF até o momento, enfrenta um cenário político conturbado. Além da perda de seu mandato, ele é alvo de inquéritos e processos judiciais relacionados à sua atuação no exterior, incluindo um processo penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por obstrução em um caso que envolve a tentativa de golpe contra o governo.
O retorno de Eduardo à PF ocorre em meio a uma série de desafios legais e políticos. Ele já havia sido alvo de processos administrativos pela corregedoria da PF devido a suas ações nos Estados Unidos, e sua situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades brasileiras.
Com a determinação da PF, Eduardo Bolsonaro deve agora se reorganizar para retomar suas funções na corporação, enquanto lida com as repercussões de sua trajetória política e os desdobramentos de suas ações no exterior.
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