A opositora venezuelana Maria Corina Machado revelou que não se comunica com Donald Trump desde outubro, quando recebeu o prêmio.
06 de Janeiro de 2026 às 09h22

Maria Corina Machado não fala com Trump desde que ganhou o Nobel da Paz em outubro

A opositora venezuelana Maria Corina Machado revelou que não se comunica com Donald Trump desde outubro, quando recebeu o prêmio.

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, afirmou em entrevista recente que não mantém contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde outubro de 2025. Essa foi a última vez que os dois conversaram, coincidentemente no dia em que a venezuelana foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz.

“Falei com ele no mesmo dia em que o prêmio foi anunciado, mas não nos falamos mais desde então”, declarou Machado ao canal Fox News. A política expressou seu desejo de retornar à Venezuela “o mais rápido possível”, após deixar o país em dezembro para receber o prêmio na Noruega.

Esta foi a primeira entrevista pública de Maria Corina após a recente prisão de Nicolás Maduro, o ex-presidente da Venezuela, que foi detido pelos Estados Unidos durante uma ação militar em Caracas. Machado elogiou as operações norte-americanas, considerando-as “um enorme passo para a humanidade, para a liberdade e a dignidade humana”.

Embora não tenha sido escolhida por Trump para liderar a Venezuela, Maria Corina expressou gratidão ao presidente americano. Em entrevistas anteriores, ela havia solicitado apoio do governo dos EUA para lidar com a situação de Maduro. O Nobel foi concedido a Machado em reconhecimento à sua “luta pela democracia e direitos humanos”.

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Durante a entrevista, a opositora também comentou sobre a ausência de apoio dentro da Venezuela, afirmando que Trump alegou que ela não tinha “o respeito necessário” para ser uma liderança no país. O presidente dos EUA teria descartado a possibilidade de nomeá-la após sua aceitação do Nobel, um prêmio que ele almejava.

Maria Corina defende que Edmundo González Urrutia, um candidato oposicionista, assuma a presidência da Venezuela. Em um comunicado sobre a operação militar dos EUA contra Maduro, ela pediu a nomeação imediata de González, que reivindica a vitória na última eleição presidencial venezuelana.

Trump, por sua vez, declarou que os EUA governarão a Venezuela até que uma transição adequada ocorra. Após a prisão de Maduro, ele afirmou que as tropas norte-americanas se estabelecerão no país até que um novo governo seja instituído. “Vamos governar o país até que uma transição apropriada possa ocorrer”, ressaltou o presidente, sem entrar em detalhes sobre como seria essa administração.

Atualmente, Delcy Rodríguez, a vice-presidente de Maduro, foi reconhecida como presidente interina da Venezuela pelas Forças Armadas do país. No entanto, Trump já descartou a possibilidade de colaborar com ela, argumentando que “ela foi escolhida por Maduro”.

Machado, que venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2025 por sua luta pela democracia, foi elogiada pelo presidente do comitê do Nobel, Jorgen Watne Frydnes, que a classificou como “uma mulher que mantém a chama da democracia viva, em meio à crescente escuridão”.

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