A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, se reúne com Trump para discutir a situação da Venezuela após a queda de Maduro.
16 de Janeiro de 2026 às 11h54

Trump se encontra com María Corina Machado em meio a tensões políticas na Venezuela

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, se reúne com Trump para discutir a situação da Venezuela após a queda de Maduro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira (15) a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que se destacou ao vencer o Prêmio Nobel da Paz em 2025. O encontro ocorreu na Casa Branca, em um momento em que a política venezuelana passa por intensas mudanças após a deposição do ex-presidente Nicolás Maduro.

Machado, que deixou a Venezuela em dezembro do ano passado após quase um ano na clandestinidade, busca manter um diálogo aberto com Washington, especialmente após a recente captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar americana. O governo Trump tem se mostrado favorável a apoiar a vice-presidente Delcy Rodríguez, que agora ocupa a presidência interina do país.

Durante a reunião, que foi a primeira entre Trump e Machado, o presidente americano expressou seu reconhecimento à opositora, afirmando que seria “uma honra” receber o Nobel, que ela dedicou a ele. No entanto, a Academia Norueguesa esclareceu que o prêmio não pode ser transferido ou compartilhado.

Recentemente, Trump teve uma conversa telefônica com Rodríguez, a qual descreveu como “produtiva e cortês”. Ele a classificou como “uma pessoa formidável”, o que gerou críticas entre os opositores que esperavam um maior apoio a Machado.

Após a reunião na Casa Branca, Machado se dirigirá ao Senado americano, onde deve se encontrar com representantes de ambos os partidos, democratas e republicanos. Sua presença em Washington é vista como uma tentativa de consolidar apoio internacional à sua causa e pressionar por uma mudança significativa na Venezuela.

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Trump, por sua vez, tem enfatizado a importância de estabilizar o governo chavista, apesar de suas críticas ao regime. Ele e seu secretário de Estado, Marco Rubio, estão focados em organizar a produção de petróleo na Venezuela, um aspecto crucial para a economia do país e para os interesses americanos na região.

Embora Machado tenha expressado apoio à decisão de Trump de agir militarmente contra Maduro, ela também reconhece a necessidade de um plano claro para a transição de poder. Em suas declarações, a líder opositora mencionou que “a derrota do mal está mais próxima” e que a comunidade internacional deve se unir para restaurar a democracia na Venezuela.

O governo dos EUA anunciou a apreensão de um sexto petroleiro relacionado a sanções, reforçando sua estratégia de pressão sobre Caracas. O embargo ao petróleo venezuelano é considerado uma das principais ferramentas para forçar o regime a aceitar as ordens de Washington.

Enquanto isso, a situação política na Venezuela continua a evoluir, com a oposição buscando maneiras de se reerguer após a queda de Maduro, enquanto o novo governo interino enfrenta desafios significativos para ganhar a confiança do povo e da comunidade internacional.

O encontro entre Trump e Machado marca um momento importante nas relações entre os EUA e a Venezuela, refletindo as complexidades e as tensões que permeiam a política na região.

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