Com mais cidades liberando cães na areia, tutores ganham novas opções para curtir o litoral brasileiro ao lado dos pets, mas regras variam e exigem atenção.
23 de Janeiro de 2026 às 16h02

Praias pelo Brasil: veja onde seu cachorro é realmente bem-vindo

Com mais cidades liberando cães na areia, tutores ganham novas opções para curtir o litoral brasileiro ao lado dos pets, mas regras variam e exigem atenção.

Viajar para a praia com o cachorro deixou de ser apenas um desejo distante para muitos tutores e passou a ser uma possibilidade real em diversas cidades brasileiras. Nos últimos anos, leis municipais e mudanças de postura de prefeituras vêm abrindo espaço para a presença de animais na orla, ainda que de forma desigual ao longo do litoral. Antes de fazer as malas, porém, é preciso conhecer exatamente onde o pet é bem-vindo e quais cuidados são obrigatórios.

O Rio de Janeiro é hoje um dos destinos mais amigáveis para quem quer colocar as quatro patas na areia. Na capital fluminense, todas as praias estão liberadas para cães, desde que o tutor mantenha o animal na coleira, com vacinação em dia e recolha de fezes. Na prática, cenas de cães caminhando no calçadão, brincando na beira do mar e acompanhando a rotina dos tutores já fazem parte do cotidiano de trechos como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca.

Em outras capitais, o avanço também é visível, ainda que em ritmos diferentes. Natal, por exemplo, se tornou referência ao autorizar a presença de cães em toda a sua faixa de areia, consolidando-se como opção no Nordeste para famílias que viajam com animais. Já em Recife e em destinos próximos de Pernambuco, a combinação de praias liberadas e rede de hospedagem que aceita pets vem fortalecendo o turismo pet-friendly na região.

Cidades que liberaram trechos específicos da orla

No litoral paulista, a liberação avança de forma mais tímida e controlada, com regras detalhadas sobre horários e áreas permitidas. Em Santos, a presença de cães é autorizada em um trecho delimitado da Praia José Menino, em janelas de tempo específicas nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde. A exigência de carteira de vacinação e o uso de coleira são condições para o acesso, e há atenção especial a animais de grande porte ou de raças consideradas de guarda.

Vizinha a Santos, São Vicente adotou um modelo mais flexível na Praia dos Milionários, onde os cães podem circular em parte da faixa de areia ao longo de todo o dia. A recomendação, no entanto, é evitar os horários de maior calor, tanto para preservar a saúde do animal quanto para reduzir conflitos com banhistas. Multas são previstas para quem não recolhe as fezes, numa tentativa de equilibrar o convívio entre tutores, demais frequentadores e o próprio meio ambiente.

Além das cidades com leis claras, há destinos que, na prática, se tornaram pontos de encontro de tutores e pets graças a pousadas, hotéis e serviços que se especializaram nesse público. Trechos do litoral nordestino, como áreas em Alagoas e Bahia, reúnem estabelecimentos que recebem cães e organizam a rotina de forma a acomodar a presença dos animais, ainda que a legislação local nem sempre detalhe cada situação. Nesses casos, a orientação é sempre checar com antecedência as regras da prefeitura e da hospedagem escolhida.

Responsabilidade do tutor e cuidados na praia

Especialistas em comportamento animal e veterinários reforçam que a ampliação de praias pet-friendly vem acompanhada de um ponto central: a responsabilidade do tutor. Manter a vacinação em dia, realizar vermifugação periódica, utilizar coleira adequada e recolher dejetos são atitudes básicas para garantir a segurança sanitária e a boa convivência em áreas compartilhadas. Em vários municípios, o descumprimento dessas exigências está associado a multas e pode alimentar pressões por novas restrições.

Os cuidados vão além da documentação. Em dias de calor intenso, a areia pode atingir temperaturas capazes de queimar as patas dos animais, e a combinação de sol, umidade e atividade física aumenta o risco de desidratação e exaustão. A recomendação é priorizar os primeiros horários da manhã ou o fim da tarde, oferecer água com frequência, observar sinais de cansaço e evitar estímulos excessivos, como corridas longas e exposições prolongadas ao sol.

Mesmo em praias onde a presença de cães é autorizada, a orientação é manter o animal sempre sob supervisão e controle do tutor. Nem todos os frequentadores se sentem confortáveis com a aproximação de cães, e encontros entre animais desconhecidos podem gerar conflitos. Ao seguir as regras locais e adotar uma postura respeitosa com o espaço público, tutores contribuem para consolidar o turismo pet-friendly e abrir caminho para que mais cidades brasileiras revejam suas políticas de acesso às praias.

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