Trump reúne líderes latino-americanos para coalizão militar contra cartéis
Na cúpula 'Escudo das Américas', presidente dos EUA destacou a urgência de combater o narcotráfico na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (7) a formação de uma coalizão militar com líderes da América Latina e do Caribe, durante a cúpula denominada "Escudo das Américas", realizada em seu resort em Doral, na Flórida. O evento visa intensificar a cooperação entre os países para combater o narcotráfico, que Trump classificou como uma das principais ameaças à segurança regional.
Entre os líderes presentes estavam o presidente argentino Javier Milei, o presidente salvadorenho Nayib Bukele e o recém-eleito presidente do Chile, José Antonio Kast. Trump destacou a importância da colaboração entre os países para enfrentar o crescente poder dos cartéis de drogas, que, segundo ele, têm se tornado cada vez mais sofisticados e violentos.
“Os cartéis estão ligados ao tráfico de drogas e ameaçam a segurança de nossas nações. Precisamos agir juntos para erradicar essa ameaça”, afirmou Trump durante seu discurso. Ele também criticou a ausência de países como Brasil, Colômbia e México, que não participaram do encontro devido à liderança de governos de esquerda.
A cúpula ocorre em um contexto de crescente preocupação com a influência de cartéis na América Latina, especialmente no México, que Trump descreveu como o "epicentro da violência dos cartéis". Ele reiterou que a coalizão militar será fundamental para desmantelar essas organizações criminosas e restaurar a ordem na região.
O presidente americano também fez referências à situação em Cuba, afirmando que o país está nos "últimos momentos de vida" sob o regime atual. Trump expressou otimismo sobre uma possível mudança em Havana, sugerindo que negociações estão em andamento para uma transição de governo.
“Estamos prontos para ajudar Cuba a ter uma nova vida. O regime atual não tem futuro”, declarou. A relação dos EUA com a Venezuela também foi abordada, com Trump mencionando a recente captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro como um passo importante na luta contra o narcotráfico.
A coalizão militar proposta por Trump se alinha com sua estratégia de segurança nacional, que busca reverter a crescente influência da China na América Latina. O governo americano tem procurado estreitar laços com países da região que compartilham uma visão conservadora e linha-dura em relação ao crime e à imigração.
Durante a cúpula, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, leu uma declaração conjunta que enfatiza o compromisso de Washington em liderar a luta contra os cartéis, prometendo apoio militar e recursos para os países aliados. “Estamos prontos para agir e não hesitaremos em usar força militar, se necessário”, afirmou Hegseth.
O evento foi uma oportunidade para Trump reafirmar seu papel como líder na luta contra o narcotráfico na América Latina, enquanto busca consolidar sua influência na região em um momento de desafios globais, incluindo tensões no Oriente Médio e a crescente rivalidade com a China.
Os líderes presentes na cúpula compartilharam preocupações semelhantes sobre a segurança e a estabilidade em seus países, destacando a necessidade de uma abordagem unificada para enfrentar as ameaças do narcotráfico e da criminalidade organizada. A expectativa é que a coalizão militar proposta por Trump leve a um aumento da cooperação entre os países da região nos próximos meses.
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