Doze pessoas são presas em ação que investiga comercialização clandestina de substâncias para emagrecimento
11 de Março de 2026 às 12h27

Megaoperação da Polícia Civil combate venda irregular de canetas emagrecedoras na Bahia

Doze pessoas são presas em ação que investiga comercialização clandestina de substâncias para emagrecimento

Uma megaoperação da Polícia Civil da Bahia, denominada *Operação Peptídeos*, resultou na prisão de doze pessoas nesta quarta-feira (11). A ação investiga um esquema de venda clandestina de substâncias usadas no tratamento do diabetes tipo 2, que estavam sendo comercializadas como canetas emagrecedoras para fins estéticos.

A operação, coordenada pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), abrangeu diversas localidades, incluindo Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana, além da cidade de São Paulo. Foram cumpridos cerca de 60 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão, envolvendo mais de 200 policiais civis e o apoio da Polícia Militar da Bahia.

De acordo com as investigações, as substâncias, como semaglutida e tirzepatida, são medicamentos que exigem controle sanitário e prescrição médica, mas estavam sendo oferecidas principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. A comercialização irregular representa um risco à saúde dos consumidores, uma vez que os produtos não seguiam os padrões sanitários exigidos pela legislação.

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As detenções ocorreram em bairros de Salvador, como Valéria, Cajazeiras, Canabrava, Ondina, Barra, Pituba, Caminho das Árvores e Costa Azul. Além disso, três pessoas foram presas em flagrante durante a operação, e outras nove foram detidas por mandados judiciais.

Durante a ação, os agentes apreenderam substâncias proibidas, incluindo o *Retatrutide*, que é utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que os envolvidos fazem parte de uma rede estruturada dedicada à comercialização clandestina desses medicamentos.

A operação também visou dois hospitais, sete clínicas de estética, uma loja de cosméticos, uma farmácia e diversos imóveis residenciais relacionados a profissionais da saúde e estética.

As investigações continuam, com a polícia buscando desarticular completamente a rede de comercialização irregular e garantir a segurança dos consumidores.

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