Detido em São Paulo, ele é um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.
12 de Março de 2026 às 10h07

Polícia Federal captura Alexandre Moreira da Silva, ligado ao 'Careca do INSS'

Detido em São Paulo, ele é um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira, 11, Alexandre Moreira da Silva, um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de corrupção envolvendo o desvio de R$ 6,3 bilhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A detenção ocorreu em São Paulo e foi resultado de um trabalho minucioso de investigação, que permitiu localizar o investigado.

Alexandre Moreira da Silva é apontado como integrante do núcleo financeiro de Antôni Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos principais responsáveis pelas fraudes que lesaram milhares de aposentados e pensionistas. A PF informou que ele atuava diretamente na movimentação e gestão dos valores desviados, sendo considerado uma peça-chave no esquema.

Após a prisão, Alexandre foi encaminhado à unidade da Polícia Federal, onde passará pelos procedimentos legais habituais. Segundo as investigações, ele era um “parceiro de negócios” do Careca do INSS, frequentemente acionado para coordenar e intermediar operações que visavam disfarçar a origem e a propriedade dos bens pertencentes ao líder do grupo.

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A Operação Sem Desconto revelou que o Careca do INSS é sócio de 22 empresas que atuam em diversos setores, incluindo consultoria, call center, construção e incorporação. Muitas dessas empresas compartilham o mesmo endereço e telefone em Brasília, levantando suspeitas sobre sua real função. A PF acredita que essas organizações eram utilizadas como fachada para intermediar negociações e lavar o dinheiro proveniente das fraudes.

As investigações indicam que pessoas e CNPJs relacionados ao Careca receberam R$ 48,1 milhões diretamente de associações suspeitas de aplicar golpes em aposentados. Além disso, R$ 5,4 milhões foram transferidos por empresas ligadas a essas entidades, totalizando R$ 53,5 milhões em recursos rastreados pela Polícia Federal.

Alexandre também é suspeito de ter repassado R$ 9,3 milhões a servidores do INSS, que estariam envolvidos em corrupção. Ele é descrito no inquérito como um “pagador de vantagens indevidas” e alguém “profundamente envolvido no esquema de descontos ilegais” que afetou o sistema previdenciário.

Com a prisão de Alexandre Moreira da Silva, a Polícia Federal avança na desarticulação do braço financeiro que sustentava as operações fraudulentas do Careca do INSS. A corporação continua a investigar a extensão do esquema e a identificação de outros envolvidos.

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