Advogado de Lulinha nega envolvimento em fraudes e detalha viagem a fábrica de cannabis em Portugal.
18 de Março de 2026 às 11h13

Defesa de Lulinha confirma viagem a Portugal com Careca do INSS em 2024

Advogado de Lulinha nega envolvimento em fraudes e detalha viagem a fábrica de cannabis em Portugal.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, confirmou nesta segunda-feira (16) que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou para Portugal em 2024 acompanhado de Antôni Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, lobista investigado por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Esta é a primeira vez que a defesa de Lulinha admite publicamente a relação com Careca, que está preso desde setembro do ano passado. Carvalho, no entanto, enfatizou que Lulinha não teve conhecimento das irregularidades e não participou de qualquer esquema de desvio de recursos do INSS.

De acordo com o advogado, a viagem ocorreu a convite de Careca, em novembro de 2024, com o objetivo de visitar uma fábrica que produz produtos à base de cannabis para fins medicinais. A defesa alega que as despesas da viagem, incluindo passagens e hospedagem, foram custeadas pelo lobista.

“Fábio viajou com Antôni Carlos, a convite dele, um empresário de sucesso no ramo farmacêutico, que ele conheceu através da sua amiga Roberta Luchsinger. Essa viagem não gerou qualquer contrato, direto ou indireto”, afirmou Carvalho em entrevista ao GloboNews Mais.

O advogado também destacou que a visita à fábrica não resultou em parcerias comerciais entre Lulinha e Careca do INSS, e que o filho do presidente não pagou pela viagem a Lisboa.

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Recentemente, a Polícia Federal quebrou os sigilos bancário e fiscal de Lulinha, revelando movimentações financeiras que totalizaram R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026. Carvalho assegurou que todas as transações foram legais e que não houve recebimento de dinheiro desviado do INSS.

Além disso, a defesa negou que Lulinha tenha recebido qualquer quantia de Roberta Luchsinger, que também é investigada por suposto envolvimento no esquema de fraudes. “A quebra de sigilos não trouxe nenhum fato que pudesse comprometer Fábio em relação aos malfeitos que estão sendo investigados”, completou Carvalho.

A investigação da Polícia Federal encontrou indícios de que Careca do INSS pretendia adquirir um galpão em Portugal para investir na produção de cannabis, o que estaria relacionado à visita feita por Lulinha.

Marco Aurélio de Carvalho reafirmou que não há evidências que liguem Lulinha a qualquer atividade ilícita e que a viagem foi apenas uma oportunidade de aprendizado sobre o setor farmacêutico.

O caso segue sob análise da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga as fraudes no sistema previdenciário brasileiro, enquanto a defesa busca o arquivamento das investigações relacionadas a Lulinha, alegando a “absoluta ausência de fatos a serem investigados”.

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