Tribunal de Contas da União libera acesso a dados sigilosos e recomenda manutenção do sigilo na Comissão de Assuntos Econômicos
12 de Março de 2026 às 10h54

TCU autoriza compartilhamento de informações sigilosas do caso Master com CAE do Senado

Tribunal de Contas da União libera acesso a dados sigilosos e recomenda manutenção do sigilo na Comissão de Assuntos Econômicos

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, na tarde desta quarta-feira, 11, o compartilhamento integral de informações e documentos sobre o caso do Banco Master com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Essa decisão inclui a liberação de dados sigilosos e a concessão de serviços de assessoria para apoiar os trabalhos da Comissão.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que preside a CAE, destacou que o acesso a essas informações é fundamental para subsidiar a análise do colegiado sobre a atuação da Corte de Contas no caso. Documentos e dados relevantes serão compartilhados para esclarecer a situação do Banco Master.

O TCU enfatizou a importância de preservar a confidencialidade das informações sigilosas que serão disponibilizadas. Segundo as recomendações, os dados sensíveis devem ser gravados com uma marca d’água, indicando a necessidade de manutenção do sigilo por parte da Comissão Legislativa.

De acordo com as normas regimentais, qualquer pessoa que tiver acesso a essas informações sigilosas terá a obrigação de resguardar a confidencialidade, sob pena de enfrentar ações legais cabíveis.

Durante a mesma sessão, o TCU também votou um pedido de impedimento e suspeição do ministro Jhonatan de Jesus, que é relator do processo de fiscalização da atuação do Banco Central nos procedimentos que culminaram na liquidação do Banco Master. O pedido foi negado pela Corte.

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A solicitação de suspeição foi apresentada por instituições como o Instituto José do Patrocínio, o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA) e o Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, que questionaram a imparcialidade do relator.

No final do ano passado, Jhonatan de Jesus havia sinalizado a possibilidade de impor medidas cautelares contra o Banco Central em relação ao caso do Banco Master. Ele chegou a determinar uma inspeção no BC “com máxima urgência” no início deste mês, mas posteriormente voltou atrás na decisão.

Após uma reunião entre o ministro, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ficou acordado que os técnicos da Corte realizariam uma “diligência” no regulador para investigar a situação.

O caso do Banco Master tem gerado uma série de vazamentos de informações nas últimas semanas, levantando preocupações sobre a atuação de autoridades e a condução das investigações. A decisão do TCU de compartilhar informações com a CAE do Senado é um passo importante para a transparência nas apurações relacionadas ao caso.

Com a liberação do acesso às informações, espera-se que a CAE possa realizar uma análise mais aprofundada sobre a situação do Banco Master e a atuação das instituições envolvidas no processo de liquidação.

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