Levantamento mostra que 48% dos entrevistados conhecem o escândalo do Banco Master; margem de erro é de 2,5 pontos.
11 de Março de 2026 às 09h47

Pesquisa revela que 35% dos brasileiros associam caso Master ao STF, diz Meio/Ideia

Levantamento mostra que 48% dos entrevistados conhecem o escândalo do Banco Master; margem de erro é de 2,5 pontos.

Uma pesquisa realizada pelo instituto Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (11), revela que o Supremo Tribunal Federal (STF) é a instituição mais associada ao escândalo do Banco Master por brasileiros que têm conhecimento do caso. De acordo com o levantamento, 35% dos entrevistados vinculam o STF às investigações relacionadas ao banco, fundado por Daniel Vorcaro.

Além do STF, 21,3% dos participantes associaram o escândalo ao governo federal, enquanto 17,9% o relacionaram ao Congresso Nacional. Uma parcela de 25,8% dos entrevistados afirmou que o caso está vinculado a todas as opções mencionadas.

Para determinar a porcentagem de brasileiros cientes do caso Master, a pesquisa iniciou com a pergunta: “Você tomou conhecimento do chamado caso Master, envolvendo membros do Supremo Tribunal Federal?”. Dos 1.500 entrevistados, 48% afirmaram que sim, 30% disseram que talvez, mas não tinham certeza, e 22% não tinham conhecimento do caso.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 10 de março, com uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026.

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Os dados levantados indicam que, entre os que conhecem o escândalo do Banco Master, 69,9% acreditam que a credibilidade do STF foi abalada, enquanto 17,1% consideram que ela foi preservada. Outros 13,1% não souberam responder.

O caso do Banco Master ganhou notoriedade após o Banco Central decretar sua liquidação extrajudicial em novembro de 2025, devido a suspeitas de fraude. O rombo deixado pelo banco ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi estimado em cerca de R$ 50 bilhões, o que representa a maior quebra na história do setor financeiro brasileiro.

O fundador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso durante a operação Compliance Zero da Polícia Federal, mas foi solto dias depois. O caso, que envolve diversas figuras do cenário político e judicial, também trouxe à tona questões sobre a relação do STF com o escândalo, especialmente após a relatoria ter sido inicialmente atribuída ao ministro Dias Toffoli, que enfrentou controvérsias relacionadas ao caso.

Com a crescente atenção da mídia e da população sobre o caso, o STF decidiu mudar a relatoria para o ministro André Mendonça, após a pressão pública e os desdobramentos negativos envolvendo Toffoli. Mendonça autorizou novas prisões ligadas ao caso, aumentando a complexidade das investigações.

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