Pesquisa revela que 49% dos brasileiros não confiam no STF; 43% afirmam confiar
Levantamento da Genial e Quaest mostra que a confiança no Supremo Tribunal Federal caiu em relação ao ano passado.
Um levantamento realizado pela Genial Investimentos e pela Quaest, divulgado nesta quinta-feira (12), revela que 49% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 43% expressam confiança na Corte. Esta pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu 2.004 eleitores maiores de 16 anos. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
Comparando com a pesquisa anterior, realizada em agosto do ano passado, o índice de confiança caiu sete pontos percentuais, enquanto a desconfiança aumentou em dois pontos. Os dados indicam uma tendência de insatisfação crescente entre os eleitores em relação ao STF.
Além disso, a pesquisa aponta que 72% dos entrevistados acreditam que o STF possui poder excessivo, enquanto apenas 18% discordam dessa afirmação. Outros 8% não souberam ou não quiseram responder.
Sobre a importância do Senado na deliberação sobre o impeachment de ministros do STF, 66% dos eleitores concordam que é essencial votar em candidatos comprometidos com essa questão. Apenas 22% discordam, e 10% não se manifestaram.
Outro dado relevante é que 59% dos entrevistados consideram o STF um aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 26% discordam dessa visão.
Em relação ao papel do STF na manutenção da democracia, 51% dos participantes afirmam que a Corte foi fundamental, enquanto 38% não concordam. Os que não souberam ou não quiseram opinar somam 9%.
A pesquisa também abordou a influência do escândalo do Banco Master nas escolhas eleitorais. Aproximadamente 38% dos eleitores afirmam que evitariam votar em candidatos envolvidos no caso, enquanto 29% considerariam o tema junto a outras questões. Apenas 20% disseram que o escândalo não influenciaria sua decisão de voto.
Quando questionados sobre quem teve a imagem mais afetada pelo escândalo, 40% dos entrevistados apontaram que todos os envolvidos foram prejudicados. O STF e o Judiciário foram citados por 13% dos participantes, enquanto o governo anterior de Jair Bolsonaro teve 11% e o governo Lula, 10%.
Esses dados refletem um cenário de crescente desconfiança em relação ao STF e à política brasileira, evidenciando a necessidade de um diálogo mais aberto entre os representantes e a população.
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