A operação Shadowgun resultou na prisão de integrantes de uma organização criminosa em diversos estados do Brasil.
12 de Março de 2026 às 10h14

Polícia desarticula quadrilha que fabricava armas com impressoras 3D em 11 estados

A operação Shadowgun resultou na prisão de integrantes de uma organização criminosa em diversos estados do Brasil.

Na manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Civil, em colaboração com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou a operação Shadowgun, visando desmantelar uma organização criminosa envolvida na fabricação e comercialização ilegal de armas produzidas com impressoras 3D. A ação resultou na prisão de Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, e na apreensão de um arsenal em Rio das Pedras, interior de São Paulo.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão e 36 de busca e apreensão em 11 estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pará e Paraíba. Os agentes encontraram diversas armas, como pistolas, revólveres, espingardas e rifles, além de equipamentos eletrônicos e munições, ocultados em um galpão.

As investigações, conduzidas pela 32ª DP (Taquara) e pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do CyberGaeco, revelaram que a quadrilha se especializava na produção de carregadores de armas de fogo e na divulgação de projetos de “armas fantasmas”, que não possuem rastreabilidade. Os denunciados enfrentam acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas.

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O esquema envolvia a fabricação de uma arma semiautomática impressa em 3D, acompanhada de um manual técnico detalhado e um manifesto ideológico que defendia o porte irrestrito de armas. O chefe da organização, um engenheiro especializado em controle e automação, utilizava um nome falso para publicar testes balísticos e orientações sobre a montagem das armas nas redes sociais.

As investigações apontaram que o material produzido pelo grupo circulava em redes sociais, fóruns e na dark web, e que a organização utilizava criptomoedas para financiar suas atividades. A força-tarefa identificou outros três integrantes da quadrilha, cada um com funções específicas, incluindo suporte técnico e divulgação ideológica.

A apuração revelou que 79 compradores adquiriram armamentos entre 2021 e 2022, muitos dos quais possuíam antecedentes criminais relacionados a tráfico de drogas e outros delitos graves. A polícia investiga se as armas abasteciam o crime organizado, incluindo milícias e tráfico de drogas.

No Rio de Janeiro, foram identificados dez compradores em cidades como São Francisco de Itabapoana e Armação dos Búzios. As diligências contaram com o apoio das Polícias Civis de outros estados, reforçando a importância da cooperação entre as forças de segurança no combate ao crime organizado.

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