Grupo de servidores terá 120 dias para apurar causas da liquidação da antiga Reag Trust
13 de Março de 2026 às 18h06

Banco Central cria comissão para investigar liquidação da CBSF Distribuidora

Grupo de servidores terá 120 dias para apurar causas da liquidação da antiga Reag Trust

O Banco Central (BC) instaurou uma comissão de inquérito para investigar as causas que levaram à liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., anteriormente conhecida como Reag Trust. A liquidação ocorreu em 15 de janeiro deste ano, em decorrência de graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A comissão, composta por três servidores do BC, tem um prazo de 120 dias para concluir suas investigações, conforme determinado pelo diretor de regulação, Gilneu Vivan. O objetivo principal do inquérito é apurar as responsabilidades dos administradores e do conselho fiscal da empresa nos cinco anos que antecederam a liquidação.

De acordo com a legislação que rege as liquidações extrajudiciais, o BC tem a autoridade para examinar a contabilidade, arquivos, documentos e outros elementos da empresa, assim como solicitar informações a autoridades competentes, incluindo o Ministério Público. O regulador também pode convocar depoimentos e, se julgar necessário, contar com o apoio da polícia.

Os ex-administradores da CBSF Distribuidora poderão acompanhar o inquérito, apresentando documentos e indicando diligências que considerem relevantes. Com a apuração finalizada, eles terão cinco dias para apresentar suas explicações por escrito.

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Após esse prazo, o inquérito será encerrado com a elaboração de um relatório que incluirá a situação da entidade, as causas da liquidação, a relação dos bens particulares dos gestores nos últimos cinco anos e a estimativa de prejuízos em cada gestão.

Se o resultado do inquérito indicar a inexistência de prejuízos, o caso será arquivado no Banco Central. No entanto, se forem constatados prejuízos, o relatório será encaminhado ao juiz competente para a decretação de falência.

A lei ainda determina que o Ministério Público deve solicitar o sequestro de bens de ex-administradores que não tenham sido afetados pela liquidação. Essa medida visa garantir que os recursos estejam disponíveis para eventuais ressarcimentos.

O caso da CBSF Distribuidora se insere em um contexto mais amplo de supervisão e regulação do setor financeiro, onde a transparência e a responsabilidade são fundamentais para a manutenção da confiabilidade do sistema financeiro nacional. A atuação do Banco Central, portanto, busca assegurar que os princípios de governança sejam respeitados e que os interesses dos investidores e do mercado sejam protegidos.

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