O Paquistão atua como mediador em proposta de 15 pontos dos EUA, mas Irã nega diálogo com Washington.
25 de Março de 2026 às 10h09

Paquistão apresenta plano de paz dos EUA ao Irã para encerrar conflito no Oriente Médio

O Paquistão atua como mediador em proposta de 15 pontos dos EUA, mas Irã nega diálogo com Washington.

O Paquistão entregou ao Irã um plano elaborado pelos Estados Unidos, que contém 15 pontos visando a um cessar-fogo no conflito que assola a região do Oriente Médio. A informação foi confirmada por dois funcionários paquistaneses nesta quarta-feira (25), destacando o papel do país como intermediário nas negociações.

O plano inclui propostas que visam aliviar sanções econômicas, promover a cooperação nuclear civil e estabelecer limites para o programa nuclear iraniano. Além disso, a proposta prevê o monitoramento das atividades nucleares pelo Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo.

Apesar da entrega do plano, autoridades iranianas reafirmaram que não estão envolvidas em negociações diretas com os Estados Unidos. Um porta-voz militar do Irã ironizou os esforços diplomáticos americanos, afirmando que o país não está disposto a dialogar com Washington.

O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, reiterou que as negociações estão em andamento e que o Irã demonstrou interesse em um acordo para encerrar as hostilidades. Essa afirmação, no entanto, foi prontamente negada por representantes iranianos, que insistem que não há diálogo em curso.

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O plano de 15 pontos apresentado pelos EUA inclui compromissos do Irã de não buscar armas nucleares, a entrega de seu estoque de urânio enriquecido à AIEA e a proibição de mais enriquecimento do material capaz de produzir bombas atômicas. A proposta também sugere a redução do arsenal de mísseis do Irã e o fim do financiamento a grupos armados na região.

Fontes próximas ao governo israelense confirmaram que o país está ciente da proposta e observa com cautela os desdobramentos das negociações. Contudo, a reação de Israel à proposta ainda é incerta, uma vez que o governo de Benjamin Netanyahu tem se mostrado crítico em relação a qualquer acordo que beneficie o Irã.

O Paquistão, que lidera a iniciativa de mediação, se ofereceu para sediar possíveis conversas entre os dois lados, juntamente com a Turquia, que também se posiciona como intermediária nas negociações. Autoridades paquistanesas afirmaram que as conversas podem ocorrer ainda esta semana, embora a posição oficial do Irã seja de não reconhecer qualquer diálogo com os EUA.

Enquanto isso, a China manifestou apoio a todos os esforços para reduzir as tensões no Oriente Médio e iniciar negociações de paz. O governo chinês enfatizou a importância de um cessar-fogo e do diálogo como caminhos para a resolução do conflito.

As tensões na região aumentaram desde que os EUA e Israel iniciaram uma ofensiva contra o Irã, resultando em milhares de mortes e um impacto significativo no fornecimento global de petróleo. A situação continua a evoluir, com o mundo atento às próximas etapas nas negociações de paz.

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