Paquistão apresenta plano de paz dos EUA ao Irã para encerrar conflito no Oriente Médio
O Paquistão atua como mediador em proposta de 15 pontos dos EUA, mas Irã nega diálogo com Washington.
O Paquistão entregou ao Irã um plano elaborado pelos Estados Unidos, que contém 15 pontos visando a um cessar-fogo no conflito que assola a região do Oriente Médio. A informação foi confirmada por dois funcionários paquistaneses nesta quarta-feira (25), destacando o papel do país como intermediário nas negociações.
O plano inclui propostas que visam aliviar sanções econômicas, promover a cooperação nuclear civil e estabelecer limites para o programa nuclear iraniano. Além disso, a proposta prevê o monitoramento das atividades nucleares pelo Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo.
Apesar da entrega do plano, autoridades iranianas reafirmaram que não estão envolvidas em negociações diretas com os Estados Unidos. Um porta-voz militar do Irã ironizou os esforços diplomáticos americanos, afirmando que o país não está disposto a dialogar com Washington.
O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, reiterou que as negociações estão em andamento e que o Irã demonstrou interesse em um acordo para encerrar as hostilidades. Essa afirmação, no entanto, foi prontamente negada por representantes iranianos, que insistem que não há diálogo em curso.
O plano de 15 pontos apresentado pelos EUA inclui compromissos do Irã de não buscar armas nucleares, a entrega de seu estoque de urânio enriquecido à AIEA e a proibição de mais enriquecimento do material capaz de produzir bombas atômicas. A proposta também sugere a redução do arsenal de mísseis do Irã e o fim do financiamento a grupos armados na região.
Fontes próximas ao governo israelense confirmaram que o país está ciente da proposta e observa com cautela os desdobramentos das negociações. Contudo, a reação de Israel à proposta ainda é incerta, uma vez que o governo de Benjamin Netanyahu tem se mostrado crítico em relação a qualquer acordo que beneficie o Irã.
O Paquistão, que lidera a iniciativa de mediação, se ofereceu para sediar possíveis conversas entre os dois lados, juntamente com a Turquia, que também se posiciona como intermediária nas negociações. Autoridades paquistanesas afirmaram que as conversas podem ocorrer ainda esta semana, embora a posição oficial do Irã seja de não reconhecer qualquer diálogo com os EUA.
Enquanto isso, a China manifestou apoio a todos os esforços para reduzir as tensões no Oriente Médio e iniciar negociações de paz. O governo chinês enfatizou a importância de um cessar-fogo e do diálogo como caminhos para a resolução do conflito.
As tensões na região aumentaram desde que os EUA e Israel iniciaram uma ofensiva contra o Irã, resultando em milhares de mortes e um impacto significativo no fornecimento global de petróleo. A situação continua a evoluir, com o mundo atento às próximas etapas nas negociações de paz.
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