Medidas do Tesouro americano atingem mais de 20 entidades ligadas ao transporte de petróleo iraniano
15 de Abril de 2026 às 20h44

EUA impõem novas sanções ao Irã visando infraestrutura de petróleo

Medidas do Tesouro americano atingem mais de 20 entidades ligadas ao transporte de petróleo iraniano

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (15) a imposição de novas sanções contra a infraestrutura de transporte de petróleo do Irã. A ação abrange mais de 20 indivíduos, empresas e embarcações, e faz parte da estratégia de "pressão econômica máxima" do governo americano contra o regime iraniano.

As sanções visam uma rede associada a Mohammad Hossein Shamkhani, um magnata do setor de transporte de petróleo no Irã. Ele é filho de Ali Shamkhani, que foi um importante conselheiro de segurança do país e faleceu em fevereiro deste ano durante ataques realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, destacou que o governo americano está comprometido em agir de forma agressiva contra as elites do regime iraniano. Em sua declaração, Bessent afirmou: “O Tesouro está agindo de forma agressiva com a ‘Fúria Econômica’, visando elites do regime, como a família Shamkhani, que tentam lucrar às custas do povo iraniano”.

Além de Shamkhani, as sanções também incluem Seyed Naiemaei Badroddin Moosavi, um cidadão iraniano acusado de ser financiador do Hezbollah, e três empresas envolvidas em um esquema de lavagem de dinheiro que troca petróleo iraniano por ouro venezuelano.

As novas medidas foram anunciadas um dia após a decisão do Tesouro de restabelecer as sanções contra todo o petróleo iraniano, que haviam sido suspensas temporariamente para permitir que Teerã vendesse petróleo armazenado em navios-tanque.

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O governo dos EUA já havia imposto sanções a mais de 115 indivíduos e entidades ligadas ao Irã em julho passado, intensificando a pressão sobre o regime de Teerã. A atual ação é vista como um passo adicional para cortar as redes de contrabando e apoio ao terrorismo associadas ao país.

As sanções entram em vigor imediatamente e têm como objetivo dificultar a capacidade do Irã de exportar petróleo, uma das principais fontes de receita do país. O governo americano espera que essas medidas impactem significativamente a economia iraniana.

Em resposta, o Irã já manifestou sua intenção de contornar as sanções e afirmou que suas forças armadas estão preparadas para bloquear o comércio no Mar Vermelho, caso o bloqueio dos EUA persista. A Guarda Revolucionária do Irã declarou que não permitirá importações e exportações no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.

O governo iraniano também questionou a eficácia das sanções, alegando que algumas embarcações conseguiram furar o bloqueio marítimo imposto pelos EUA e atravessaram o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o transporte global de petróleo.

A situação no Golfo Pérsico continua tensa, com os EUA mantendo uma presença militar significativa na região para garantir o cumprimento das sanções e proteger seus interesses.

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