O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido por questões migratórias e é alvo de pedido de extradição do Brasil.
16 de Abril de 2026 às 08h28

Alexandre Ramagem é solto nos EUA após dois dias detido pelo ICE; entenda o caso

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido por questões migratórias e é alvo de pedido de extradição do Brasil.

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi liberado nos Estados Unidos após dois dias de detenção pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A detenção ocorreu na segunda-feira, 13 de abril, em Orange County, Califórnia, onde Ramagem foi abordado por agentes do ICE devido a problemas em sua situação migratória.

Fontes confirmaram que o nome de Ramagem não aparece mais na lista de detidos do ICE, mas as autoridades americanas não divulgaram um comunicado oficial explicando as razões de sua soltura.

A Polícia Federal do Brasil informou que a detenção de Ramagem está relacionada a questões migratórias, mas detalhes adicionais ainda não foram fornecidos. Após a confirmação de sua soltura, o portal G1 e outros veículos de comunicação buscaram informações junto à PF e ao Itamaraty, mas não receberam respostas até o momento.

Alexandre Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado que ocorreu após as eleições de 2022. Ele deixou o Brasil antes do trânsito em julgado da sentença e se estabeleceu nos Estados Unidos.

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Ele é o único entre os condenados pelo chamado “núcleo central” da trama golpista que ainda não havia iniciado o cumprimento da pena, uma vez que fugiu do país antes da decisão final da justiça. Em novembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Ramagem.

O ex-deputado teve seu mandato cassado em dezembro, juntamente com o de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também se encontra nos Estados Unidos. No mesmo mês, Moraes solicitou a extradição de Ramagem às autoridades americanas, uma vez que seu passaporte diplomático havia sido cancelado pela Câmara dos Deputados.

De acordo com informações divulgadas anteriormente, Ramagem teria deixado o Brasil de forma clandestina, cruzando a fronteira com a Guiana, e usou seu passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos. Ele teria viajado de avião para Boa Vista, em Roraima, e de lá seguiu de carro em uma viagem clandestina até a fronteira.

As acusações contra Ramagem incluem o uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em favor de planos golpistas, onde ele supostamente comandava uma “Abin paralela” que monitorava adversários e críticos do governo Bolsonaro, além de produzir informações falsas e realizar ataques virtuais.

Além disso, Ramagem teria fornecido material a Jair Bolsonaro para apoiar ataques às urnas eletrônicas e a intervenção das Forças Armadas.

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