Os artistas foram detidos pela Polícia Federal na Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema internacional de lavagem de dinheiro.
16 de Abril de 2026 às 10h54

MC Ryan SP e Chrys Dias têm contas do Instagram derrubadas após prisão por lavagem de dinheiro

Os artistas foram detidos pela Polícia Federal na Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema internacional de lavagem de dinheiro.

O funkeiro MC Ryan SP e o empresário Chrys Dias foram presos na última terça-feira (15) pela Polícia Federal durante a Operação Narco Fluxo, que visa desmantelar um esquema internacional de lavagem de dinheiro. Após a detenção, as contas do Instagram dos dois foram retiradas do ar.

A operação investiga um grupo criminoso que utilizava artistas do funk para ocultar e lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Estima-se que o esquema movimentava cerca de R$ 1,6 bilhão, envolvendo também apostas ilegais.

MC Ryan, que contava com mais de 16 milhões de seguidores, e Chrys Dias, com aproximadamente 14,7 milhões, eram conhecidos por suas publicações ostentativas nas redes sociais, mostrando um estilo de vida luxuoso e momentos com suas famílias.

Além de MC Ryan e Chrys, outros indivíduos também foram detidos, incluindo Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, e Raphael Souza, criador da página “Choquei”. No entanto, as contas de Poze e Souza permanecem ativas no Instagram.

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MC Ryan passará por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (16) e está temporariamente preso na sede da Polícia Federal em São Paulo. MC Poze do Rodo também terá sua audiência marcada para o mesmo dia, às 11h, após ser levado para o Presídio José Frederico Marques, localizado na zona norte do Rio de Janeiro.

A Operação Narco Fluxo foi deflagrada com o objetivo de desarticular uma associação criminosa que utilizava métodos sofisticados para ocultar recursos financeiros, incluindo movimentações em criptoativos e transporte de dinheiro em espécie. Mais de 200 policiais federais participaram da ação, que cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 33 mandados de prisão temporária.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e cumpridas em diversas localidades do Brasil, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.

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