Polícia Civil desmantela esquema de pirâmide financeira que causou prejuízo de R$ 7 milhões
Operação realizada no Rio de Janeiro mira organização criminosa envolvida em golpes financeiros desde 2020
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta sexta-feira (17), uma operação contra uma organização criminosa que atuava em um esquema de pirâmide financeira, causando prejuízos que ultrapassam R$ 7 milhões. Os mandados de prisão estão sendo cumpridos na capital fluminense, além de Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana. Até o momento, um homem foi detido durante a ação.
As investigações revelam que o grupo criminoso estava em operação desde 2020, lesando centenas de vítimas com promessas de investimentos de alta rentabilidade. Para captar recursos, os envolvidos utilizavam empresas de fachada, simulando operações legítimas no mercado financeiro.
O esquema funcionava segundo o modelo típico de pirâmide financeira, onde os rendimentos pagos aos primeiros investidores eram provenientes dos valores investidos por novos participantes. A movimentação financeira do grupo pode ser ainda maior, com a possibilidade de mais vítimas sendo identificadas.
A ação é coordenada pela Delegacia de Defraudações (DDEF) e conta com o apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Os investigadores descobriram que a quadrilha criou um conglomerado de 19 empresas de fachada, todas registradas no mesmo endereço, na Rua da Assembleia, no Centro do Rio.
Para atrair investidores, os suspeitos prometiam um retorno mensal de cerca de 3%. Nos primeiros meses, os pagamentos eram realizados, o que incentivava as vítimas a reinvestirem seus valores e a indicarem novos participantes. No entanto, os saques eram bloqueados posteriormente, caracterizando a prática conhecida como esquema Ponzi.
As investigações apontam que, quando uma das empresas enfrentava problemas e começava a receber reclamações, os suspeitos abriam uma nova pessoa jurídica e migravam os clientes, garantindo a continuidade do esquema fraudulento.
Uma das vítimas relatou ter investido cerca de R$ 1,5 milhão em contratos sucessivos, enquanto outra foi convencida a fazer um empréstimo para investir no esquema, resultando em uma dívida significativa.
Até o momento, foram registradas pelo menos 165 ações judiciais contra a quadrilha, evidenciando a extensão dos danos causados por essa organização criminosa. A operação visa não apenas a prisão dos envolvidos, mas também a recuperação dos valores perdidos pelos investidores lesados.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar mais vítimas e desmantelar completamente a estrutura da organização, que se aproveitou da vulnerabilidade financeira de muitas pessoas.
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