Ministro do STF propõe pena de um ano de detenção e multa de mais de R$ 80 mil; caso segue em análise no plenário virtual.
17 de Abril de 2026 às 18h17

Moraes vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro a um ano de detenção por difamação

Ministro do STF propõe pena de um ano de detenção e multa de mais de R$ 80 mil; caso segue em análise no plenário virtual.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (17) pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Moraes é o relator do caso na Suprema Corte e sua decisão é parte de um julgamento que ocorre no plenário virtual do STF.

A condenação se baseia em declarações feitas por Eduardo Bolsonaro em redes sociais, onde ele criticou um projeto de lei de Tabata sobre a distribuição de absorventes em espaços públicos. O ex-deputado insinuou que a proposta tinha como objetivo beneficiar interesses de empresários, o que levou a deputada a apresentar uma queixa-crime em 2021.

O ministro Moraes rejeitou os argumentos da defesa de Eduardo, que alegava imunidade parlamentar e cerceamento de defesa. Em seu voto, Moraes concluiu que o réu disseminou informações falsas com o intuito de atacar a honra da parlamentar.

Além da pena de detenção, Moraes propôs também a aplicação de 39 dias-multa, totalizando mais de R$ 80 mil. A análise do caso prossegue até o dia 28 de abril, quando os demais ministros do STF devem registrar seus votos.

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Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos, não poderá ter sua pena substituída por penas restritivas de direitos, uma vez que está em local incerto e não sabido. Isso significa que, caso a condenação seja confirmada, ele terá que cumprir a pena de detenção.

O ministro destacou que as publicações feitas por Eduardo configuram um crime de difamação, uma vez que ele imputou à deputada um fato ofensivo à sua reputação. Moraes ainda enfatizou que a divulgação realizada pelo réu teve o objetivo de atingir a honra de Tabata, tanto na esfera pública quanto em sua vida privada.

“A divulgação realizada pelo réu revela o meio ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora”, afirmou Moraes. O voto do ministro é um dos primeiros a ser proferido em um julgamento que poderá resultar na condenação do ex-deputado, que se tornou uma figura polêmica na política brasileira.

O caso gerou repercussão nas redes sociais e entre os parlamentares, refletindo a polarização política que caracteriza o cenário atual. A decisão de Moraes é vista como um marco na responsabilização de figuras públicas por declarações feitas em plataformas digitais.

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