Desemprego no Brasil atinge 6,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulga dados da Pnad Contínua; taxa de desocupação subiu em 15 estados.
A taxa de desemprego no Brasil alcançou 6,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme os dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este índice representa um aumento significativo em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 5,1%, e é a menor registrada para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica, em 2012.
O número total de desocupados no país soma 6,6 milhões, enquanto a população ocupada é de 102 milhões. Apesar do aumento na taxa de desemprego, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores atingiu R$ 3.722, um novo recorde, com a massa de rendimento totalizando R$ 374,8 bilhões, também no maior nível já registrado.
A taxa de informalidade na população ocupada é de 37,3%, o que corresponde a cerca de 38,1 milhões de trabalhadores informais. A alta do desemprego no início do ano é considerada sazonal, refletindo principalmente o encerramento de vagas temporárias criadas no final do ano anterior, especialmente nos setores de comércio e serviços.
Dos 10 grupamentos de atividade analisados pelo IBGE, nenhum apresentou aumento no número de ocupados em comparação ao trimestre anterior. Os setores de comércio, administração pública e serviços domésticos foram os que mais perderam vagas.
Embora o mercado de trabalho tenha mostrado sinais de desaceleração, ele ainda sustenta o consumo das famílias, devido ao elevado nível de ocupação e renda. Os dados revelam que, em comparação ao mesmo período de 2025, a taxa de desemprego caiu 0,9 ponto percentual, quando era de 7,0%.
As maiores taxas de desocupação foram registradas em estados como Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). Por outro lado, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua são essenciais para compreender a dinâmica do mercado de trabalho brasileiro e suas variações ao longo dos trimestres. O IBGE continua a monitorar esses indicadores, que são fundamentais para a formulação de políticas públicas e para o entendimento da economia nacional.
A análise detalhada dos dados mostra que, apesar da alta no desemprego, o Brasil ainda apresenta um cenário de renda média crescente, o que pode indicar resiliência em meio a desafios econômicos. A situação do mercado de trabalho é acompanhada de perto por economistas e especialistas que buscam entender as tendências e os impactos nas famílias brasileiras.
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