Junho Violeta reforça prevenção ocular e cutânea em pets
Campanha chama atenção para consultas regulares, sinais de alerta nos olhos e na pele e cuidados diários que protegem cães e gatos.
O Junho Violeta, campanha voltada à conscientização sobre doenças oculares e dermatológicas em pets, reforça a importância da prevenção para manter a saúde e a qualidade de vida de cães e gatos. Alterações nos olhos, na pele e nos ouvidos podem parecer simples no início, mas evoluem rapidamente quando não recebem diagnóstico e tratamento adequados.
A orientação de médicos-veterinários é que os tutores observem mudanças no comportamento e na aparência dos animais, mesmo quando elas parecem discretas. Coceira frequente, vermelhidão, secreções, mau cheiro, feridas, queda de pelos, lacrimejamento e dificuldade para abrir os olhos são exemplos de sinais que não devem ser ignorados.
As consultas preventivas são uma das principais formas de identificar problemas ainda em fase inicial. Durante a avaliação, o profissional pode examinar olhos, pele, pelagem, ouvidos e mucosas, além de investigar histórico de alergias, presença de parasitas, rotina de higiene e possíveis fatores ambientais que estejam prejudicando o animal.
Consultas preventivas ajudam no diagnóstico precoce
Muitos pets só demonstram dor ou desconforto quando a doença já está avançada. Por isso, esperar que o animal pare de comer, fique apático ou apresente lesões extensas pode atrasar o tratamento. A prevenção permite identificar pequenas alterações antes que elas comprometam a visão, causem infecções recorrentes ou provoquem sofrimento prolongado.
Nos olhos, doenças como conjuntivites, úlceras de córnea, olho seco, alterações nas pálpebras, catarata e glaucoma exigem avaliação especializada. Sintomas como olhos avermelhados, secreção amarelada ou esverdeada, lacrimejamento intenso, sensibilidade à luz, aparência opaca e tentativa constante de coçar a região indicam necessidade de atendimento veterinário.
O cuidado deve ser ainda maior em raças braquicefálicas, como pug, shih-tzu, lhasa apso, bulldog e persa, que podem ter maior exposição ocular e predisposição a lesões. Animais idosos, diabéticos ou com histórico de traumas também precisam de acompanhamento regular para reduzir riscos de complicações.
Pele, pelos e ouvidos também exigem atenção
As doenças dermatológicas estão entre as que mais levam cães e gatos às clínicas veterinárias. Coceira insistente, lambedura excessiva, falhas na pelagem, descamação, caspas, crostas, feridas, pele escurecida, vermelhidão e mau cheiro podem estar ligados a alergias, parasitas, fungos, bactérias, distúrbios hormonais ou doenças autoimunes.
As alergias merecem atenção especial porque podem ser persistentes e causar grande desconforto. Elas podem estar relacionadas a pulgas, alimentos, poeira, pólen, produtos de limpeza, shampoos inadequados ou outros agentes ambientais. Em muitos casos, o controle depende de investigação clínica e mudanças na rotina do pet.
A otite também é um sinal frequente de alerta. Quando o animal balança muito a cabeça, coça as orelhas, apresenta secreção, dor ao toque ou odor forte nos ouvidos, pode haver inflamação no canal auditivo. O problema pode ser favorecido por umidade, alergias, anatomia das orelhas, excesso de cerúmen ou infecções, e não deve ser tratado com medicamentos sem prescrição.
O uso de soluções caseiras, colírios humanos, pomadas sem orientação e antibióticos por conta própria pode agravar quadros oculares e dermatológicos. Além de mascarar sintomas, a automedicação pode causar irritações, intoxicações, resistência bacteriana e atraso no diagnóstico correto.
Higiene adequada reduz riscos no dia a dia
A higiene é uma aliada importante, mas precisa respeitar as características de cada animal. Banhos em excesso, produtos impróprios e secagem inadequada podem prejudicar a barreira natural da pele. O ideal é utilizar itens recomendados para pets e manter atenção especial a dobras, patas, região dos olhos e ouvidos.
Após banho, chuva, piscina ou passeios em locais úmidos, a secagem cuidadosa ajuda a evitar proliferação de fungos e bactérias. Em animais com orelhas longas ou pele com dobras, a umidade acumulada pode favorecer irritações e infecções. A limpeza dos ouvidos deve seguir orientação veterinária, sem introduzir objetos profundamente no canal auditivo.
A região dos olhos também deve ser observada diariamente. Se houver secreção leve, a limpeza externa pode ser feita com gaze e produto indicado pelo veterinário. No entanto, secreções persistentes, alteração de cor, dor, inchaço ou mudança no formato do olho exigem avaliação imediata.
Proteção contra agentes externos é parte da prevenção
Além da higiene, a prevenção inclui controle regular de pulgas, carrapatos e outros parasitas, manutenção da vacinação e vermifugação conforme orientação profissional, alimentação equilibrada e ambiente limpo. Caminhas, cobertores, brinquedos e comedouros também devem ser higienizados para reduzir contato com agentes irritantes.
Passeios em horários de sol intenso, contato com produtos químicos, plantas tóxicas, poeira, fumaça e superfícies muito quentes podem prejudicar pele, olhos e patas. Animais de pelagem clara ou pele sensível podem precisar de proteção solar específica para pets, especialmente em áreas com pouca cobertura de pelos.
O Junho Violeta reforça que cuidar da saúde ocular e dermatológica não deve ser uma ação pontual, limitada ao mês de junho. A observação diária, as consultas preventivas e o atendimento rápido diante de sinais de alerta são medidas essenciais para evitar dor, complicações e perda de qualidade de vida.
Ao perceber qualquer alteração nos olhos, na pele ou nos ouvidos, o tutor deve procurar um médico-veterinário. O diagnóstico precoce aumenta as chances de controle, reduz o tempo de tratamento e ajuda o pet a viver com mais conforto, segurança e bem-estar.
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