Barulho dos fogos, alimentos típicos e portas abertas durante festas juninas aumentam riscos para cães e gatos no Dia de São João.
08 de Junho de 2026 às 10h09

São João exige cuidados com fogos, comidas e fuga de pets

Barulho dos fogos, alimentos típicos e portas abertas durante festas juninas aumentam riscos para cães e gatos no Dia de São João.

O Dia de São João, celebrado em 24 de junho, é uma das datas mais tradicionais das festas juninas no Brasil, mas também exige atenção redobrada de tutores de cães e gatos. Fogos de artifício, alimentos típicos, grande circulação de pessoas e mudanças na rotina podem provocar estresse, intoxicações, acidentes e fugas de animais domésticos.

Durante as comemorações, muitos pets ficam assustados com estampidos, música alta e movimentação incomum dentro e fora de casa. O medo pode causar tremores, salivação excessiva, tentativa de se esconder, latidos, miados insistentes, destruição de objetos e até tentativas de escapar por portas, janelas e portões.

A orientação para os tutores é planejar o ambiente antes do início das festas. Medidas simples, como manter o animal em um cômodo seguro, fechar acessos externos e evitar a oferta de comidas da festa, ajudam a reduzir riscos em uma data marcada por estímulos intensos.

Fogos de artifício podem causar medo intenso

O barulho dos fogos é um dos principais problemas para os pets durante o período junino. Cães e gatos possuem audição mais sensível que a dos humanos e podem reagir com pânico a ruídos altos e repentinos, especialmente quando não conseguem identificar a origem do som.

Para diminuir o impacto, o ideal é preparar um local tranquilo dentro de casa, com cama, água, brinquedos e objetos que tenham o cheiro do tutor. Janelas e cortinas devem ser fechadas para reduzir a entrada de som e luz. Em alguns casos, música ambiente ou ruído branco em volume moderado pode ajudar a mascarar os estampidos externos.

O tutor não deve forçar o animal a sair do esconderijo nem puni-lo por demonstrar medo. A melhor conduta é agir com calma, oferecer segurança e observar os sinais de estresse. Animais que apresentam crises severas em datas com fogos devem ser avaliados previamente por um médico-veterinário.

Medicamentos calmantes ou sedativos não devem ser usados por conta própria. A escolha da substância, da dose e do momento de administração depende do histórico de saúde do pet, da idade, do peso e de possíveis doenças preexistentes.

Comidas típicas exigem atenção dos tutores

As festas juninas também trazem risco alimentar. Pratos como pamonha, canjica, milho com manteiga, bolos, doces, amendoim, paçoca, pipoca temperada, salsicha, carnes gordurosas e preparações com leite condensado, açúcar, sal ou temperos não são indicados para cães e gatos.

Mesmo pequenas porções podem causar vômito, diarreia, dor abdominal e indisposição. Alimentos muito gordurosos aumentam o risco de inflamações gastrointestinais, enquanto doces e preparações com ingredientes inadequados podem provocar intoxicações e outros problemas de saúde.

Outro ponto de atenção é o descarte de restos de comida. Espetos, palitos, ossos, embalagens, copos e guardanapos sujos podem ser ingeridos por curiosidade e causar engasgos, obstruções ou lesões internas. Lixeiras devem permanecer fechadas e fora do alcance dos animais.

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Quem deseja incluir o pet na comemoração deve optar por petiscos próprios para a espécie, oferecidos em quantidade moderada. A alimentação habitual não deve ser substituída por comidas humanas, mesmo quando o animal demonstra interesse ou insiste em pedir.

Risco de fuga aumenta com portas abertas

A entrada e saída de convidados, entregadores e vizinhos pode facilitar fugas, especialmente em casas com portões voltados para a rua. Animais assustados com fogos ou música alta tendem a correr sem direção e podem se perder em poucos minutos.

Antes da festa, é importante verificar fechaduras, telas, grades e portões. O pet deve usar coleira com identificação contendo nome e telefone do tutor. A microchipagem, quando disponível, também ajuda na localização em caso de desaparecimento.

Durante a comemoração, o mais seguro é manter cães e gatos em um ambiente reservado, longe da circulação principal. Esse espaço não deve ser usado como punição, mas como uma área de proteção, com itens familiares e acesso a água fresca.

Em apartamentos, o cuidado deve incluir telas de proteção em janelas e varandas. Gatos assustados podem tentar saltar ou se esconder em locais perigosos, enquanto cães podem arranhar portas e tentar escapar ao perceber movimentação intensa.

Rotina e acolhimento ajudam a reduzir ansiedade

Manter a rotina do animal é uma das formas mais eficazes de prevenir ansiedade. Passeios devem ser feitos antes do horário de maior movimento e sempre com guia segura. Alimentação, água, descanso e momentos de interação devem ser preservados tanto quanto possível.

Animais idosos, filhotes, cardiopatas ou com histórico de ansiedade precisam de atenção especial. Mudanças bruscas no ambiente podem agravar quadros já existentes, e qualquer sinal de dificuldade respiratória, desmaio, apatia intensa ou vômitos repetidos exige atendimento veterinário.

A socialização também deve ser respeitada. Nem todo pet gosta de contato com visitantes, crianças ou outros animais. Obrigar a interação pode aumentar o estresse e favorecer mordidas, arranhões ou acidentes, mesmo em animais normalmente dóceis.

Com planejamento, o Dia de São João pode ser celebrado sem colocar os pets em risco. A principal recomendação é antecipar cuidados, proteger o ambiente e observar o comportamento do animal durante toda a festa.

Ao perceber qualquer alteração importante, o tutor deve interromper a exposição aos estímulos e buscar orientação profissional. A prevenção continua sendo a melhor forma de garantir uma comemoração segura para todos os membros da família, inclusive os de quatro patas.

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