Pré-candidato do Missão afirma que decisão de Moraes fortalece narrativa de vitimização do bolsonarismo
14 de Julho de 2026 às 11h19

Renan Santos critica Moraes e o chama de 'cabo eleitoral' de Flávio Bolsonaro

Pré-candidato do Missão afirma que decisão de Moraes fortalece narrativa de vitimização do bolsonarismo

O pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar que ele atua como um “cabo eleitoral” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita em um vídeo enviado à imprensa nesta segunda-feira (13).

Durante a gravação, Santos comentou sobre a recente decisão de Moraes de proibir Flávio de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em prisão domiciliar. Para o pré-candidato, essa medida não apenas prejudica a relação familiar, mas também fortalece a narrativa de perseguição que o grupo bolsonarista tem utilizado.

“O Alexandre de Moraes, na bizarrice dele, se tornou uma espécie de cabo eleitoral do Flávio Bolsonaro. Às vezes eu acho que ele é o marqueteiro do Flávio, porque tudo que Moraes quer e precisa é de um Bolsonaro para brigar”, afirmou Santos, destacando que essa situação desvia o foco de outras controvérsias envolvendo o ministro.

A decisão de Moraes foi motivada por uma transmissão ao vivo realizada por Flávio no último sábado (11), onde o senador leu uma carta escrita pelo pai. No documento, Jair Bolsonaro pediu aos apoiadores que “deixem as diferenças” e chamou Flávio de “porta-voz em quem confio”.

Para o ministro, a utilização do direito de visita com a finalidade de divulgar a carta nas redes sociais configura um desvio de finalidade, o que levou à suspensão do direito de visita por 90 dias. Essa medida, segundo Santos, é uma forma de vitimização que pode beneficiar a candidatura de Flávio nas eleições de 2026.

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Renan Santos também comparou a situação atual com o período em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava preso, e Fernando Haddad disputou a eleição presidencial de 2018 com o apoio do petista. “O Haddad fez campanha com uma carta do Lula, recebeu o apoio dele. Aí as pessoas percebem que há dois pesos e duas medidas”, declarou.

O pré-candidato ressaltou que a decisão de Moraes oferece um ambiente político favorável para Flávio, permitindo que o senador se posicione como vítima de uma suposta perseguição judicial, o que poderia ser explorado em sua campanha.

Além disso, Santos criticou a postura de Moraes, afirmando que suas ações são caracterizadas por um “autoritarismo bizarro”, que acaba por beneficiar o senador e criar uma narrativa de perseguição que pode ser utilizada nas próximas eleições.

A situação envolvendo as visitas de Flávio a Jair Bolsonaro é vista como um revés para a campanha presidencial do PL, que depende das orientações do ex-presidente, que está em prisão domiciliar após ser condenado por envolvimento em uma trama golpista.

Com a decisão de Moraes, o direito de comunicação entre Flávio e Jair Bolsonaro fica suspenso até o fim do primeiro turno das eleições presidenciais, o que pode impactar diretamente na estratégia eleitoral do PL.

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