A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e não resultou em apreensões, segundo a defesa do ex-presidente.
09 de Julho de 2026 às 09h44

Polícia Federal realiza busca na casa de Jair Bolsonaro por armas e munições

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e não resultou em apreensões, segundo a defesa do ex-presidente.

A Polícia Federal (PF) executou uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada em Brasília, na manhã desta quarta-feira, 8. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de localizar armamentos, munições, acessórios e documentos de registro relacionados ao ex-chefe do Executivo.

De acordo com informações da defesa de Bolsonaro, representada pelo advogado João Henrique Freitas, os agentes da PF não encontraram nenhum material durante a operação. Freitas afirmou em suas redes sociais que a ação foi uma medida desnecessária e lamentável para um ex-presidente da República.

O advogado detalhou que o mandado de busca e apreensão foi assinado por Moraes e visava a verificação de armamentos que poderiam ainda estar na posse de Bolsonaro. Apesar da operação, a defesa reiterou que já havia informado anteriormente sobre o paradeiro dos armamentos.

Ainda segundo a defesa, a ação policial foi rápida e não resultou em apreensões. “É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, declarou Freitas.

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As buscas ocorreram em um momento em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, uma medida que foi determinada por Moraes em decorrência de investigações em curso. O ex-presidente já havia enfrentado outras ações relacionadas à posse de armas, incluindo a revogação de seu registro como colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC).

Em decisões anteriores, Moraes havia determinado que Bolsonaro entregasse todas as armas de fogo vinculadas ao seu nome, uma medida que se tornou necessária após a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz policial.

O ex-presidente, que se encontra sob monitoramento judicial, teve sua prisão domiciliar mantida pelo STF após o término de um prazo inicial de 90 dias. A decisão de Moraes foi baseada na avaliação de que a atual condição de Bolsonaro é incompatível com a posse de armamentos.

O advogado de Bolsonaro ressaltou que a defesa está disposta a colaborar com as autoridades e que todos os procedimentos legais estão sendo seguidos. “Estamos aqui para esclarecer qualquer mal-entendido e garantir que a lei seja respeitada”, completou Freitas.

As repercussões dessa operação ainda estão sendo acompanhadas, e novas informações podem surgir à medida que o caso se desenrola. A Polícia Federal continua a investigar as circunstâncias em torno da posse de armas por parte do ex-presidente.

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