O deputado e outros oito envolvidos são acusados de desviar R$ 350 milhões em contratos com prefeituras da Baixada Fluminense
16 de Julho de 2026 às 13h48

Deputado Rafael Nobre é denunciado por fraude em licitações e lavagem de dinheiro

O deputado e outros oito envolvidos são acusados de desviar R$ 350 milhões em contratos com prefeituras da Baixada Fluminense

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma denúncia contra o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil) e o vereador de São João de Meriti, Julio Ricardo dos Santos Henriques, conhecido como Magrão Nobre (União Brasil), além de outras oito pessoas. A acusação envolve crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A denúncia foi formalizada pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Antônio José Campos Moreira, que detalhou que o grupo é suspeito de fraudar contratos que somam aproximadamente R$ 350 milhões, firmados com as prefeituras de Magé e Japeri, ambas localizadas na Baixada Fluminense.

Em resposta ao pedido do MPRJ, o Tribunal de Justiça do Rio expediu mandados de busca e apreensão em diversos endereços relacionados aos investigados, incluindo o gabinete de Rafael Nobre na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a Câmara Municipal de São João de Meriti.

De acordo com as investigações, Rafael e Magrão Nobre seriam os controladores ocultos de um conjunto de empresas que atuavam de maneira irregular em licitações públicas. O esquema utilizava “sócios laranjas”, documentos falsos e movimentações financeiras suspeitas para disfarçar a origem dos recursos desviados.

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Até o momento, o MPRJ informou que foram apreendidos R$ 21 mil em espécie na residência do deputado e R$ 45 mil na casa do vereador durante as operações realizadas.

Os contratos investigados, que totalizam cerca de R$ 357,9 milhões, foram destinados ao fornecimento de alimentação para hospitais, escolas e secretarias municipais. A denúncia foca em três desses convênios específicos, que são considerados os mais relevantes para a ação penal.

As apurações revelam que as empresas envolvidas no esquema celebraram cerca de 45 contratos com os municípios mencionados, todos voltados para a área de alimentação pública. A atuação do grupo teria iniciado em 2017, quando Rafael Nobre ainda era vereador em Nilópolis.

Além da responsabilização criminal dos acusados, o MPRJ solicita que os denunciados sejam obrigados a devolver aos cofres públicos os valores referentes aos contratos fraudulentos, além da perda dos mandatos dos parlamentares envolvidos.

A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos investigados até o fechamento desta matéria.

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