Tribunal do Distrito Federal proíbe influenciadora de veicular publicidade enganosa e exige identificação clara dos conteúdos
22 de Julho de 2026 às 15h35

Justiça determina que Virgínia Fonseca remova anúncios de apostas em 48 horas

Tribunal do Distrito Federal proíbe influenciadora de veicular publicidade enganosa e exige identificação clara dos conteúdos

A Justiça do Distrito Federal estabeleceu um prazo de 48 horas para que a influenciadora Virgínia Fonseca retire de suas redes sociais anúncios relacionados a apostas online. A decisão foi proferida pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, do Tribunal de Justiça do DF, em resposta a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que alegou risco de dano coletivo aos seguidores da influenciadora.

De acordo com o MPDFT, Virgínia tem veiculado conteúdos que incentivam seus seguidores a apostar na plataforma Blaze sem deixar claro que se tratam de publicidades pagas. A medida visa proteger o público de mensagens enganosas que podem comprometer sua saúde financeira.

A decisão judicial determina que todos os conteúdos publicitários de apostas divulgados por Virgínia, incluindo stories, reels e postagens, devem ser identificados de forma clara e ostensiva como publicidade. Essa exigência se aplica mesmo quando as publicações abordam sua rotina pessoal ou viagens.

Além disso, a influenciadora está proibida de divulgar anúncios que prometam lucros fixos ou garantidos e que apresentem as apostas como uma alternativa viável de renda ou solução para dificuldades financeiras. A decisão também veda campanhas que sugiram a inexistência de riscos associados às apostas.

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O desembargador Scussel justificou a urgência da medida ao afirmar que a continuidade das campanhas publicitárias poderia causar danos coletivos, uma vez que a exposição repetida a mensagens enganosas pode comprometer a capacidade de decisão econômica dos consumidores.

O MPDFT já havia tentado anteriormente a remoção dos conteúdos, mas o pedido foi negado por falta de comprovação de urgência. No entanto, com a apresentação de novos elementos, o tribunal reconsiderou a situação e concedeu a tutela de urgência.

Além da remoção dos anúncios, o MPDFT também ampliou um pedido de indenização, que agora totaliza R$ 380 milhões, a serem pagos tanto por Virgínia quanto pela Blaze, em virtude de perdas alegadas por apostadores que não estavam cientes de que estavam sendo influenciados por publicidade.

A assessoria de Virgínia Fonseca afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo da decisão e que se manifestará assim que obtiver as informações necessárias. A plataforma Blaze, por sua vez, não se pronunciou sobre a decisão, mas já declarou anteriormente que colabora com as investigações e preza pela ética na publicidade.

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