Julgamento de Nicolás Maduro nos EUA está agendado para junho de 2027
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrentará a justiça americana em 1º de junho de 2027, após ser capturado em janeiro.
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado nos Estados Unidos a partir de 1º de junho de 2027. A data foi definida durante uma audiência preparatória realizada nesta quarta-feira, 22, no tribunal distrital do sul de Nova York.
Maduro, que está detido desde 3 de janeiro, quando foi capturado em Caracas durante uma operação militar americana, enfrenta quatro acusações graves, incluindo narcoterrorismo e posse de armas. Sua esposa, Cilia Flores, também está envolvida no processo, enfrentando três acusações, e ambos negam as imputações.
A decisão de marcar o julgamento foi proposta em conjunto por procuradores e pela defesa de Maduro, conforme um documento judicial apresentado antes da audiência. O juiz responsável pelo caso, Alvin Hellerstein, ainda irá definir o cronograma detalhado do julgamento.
Na primeira audiência após sua prisão, Maduro se apresentou como “prisioneiro de guerra” e alegou ter sido sequestrado. O advogado Barry Pollack, que defende o ex-presidente, argumenta que Maduro deveria ter imunidade por ser chefe de um Estado soberano e já anunciou a intenção de solicitar o arquivamento do caso.
As acusações que pesam sobre Maduro incluem conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para possuir esses armamentos. Se condenado, ele poderá enfrentar uma pena severa, incluindo a possibilidade de prisão perpétua.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, permitiu que a Venezuela pagasse os honorários dos advogados do casal, o que havia sido inicialmente bloqueado devido a sanções impostas ao país.
Além do processo criminal, Maduro enfrenta uma ação civil por execuções que teriam sido ordenadas durante seu governo, que durou de 2013 a 2026. As famílias de cinco jovens mortos na Venezuela processaram o ex-presidente, acusando-o de estar por trás das mortes no contexto de um esquema de violência estatal.
Atualmente, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa a Venezuela interinamente, sob pressão internacional e com a influência dos Estados Unidos sobre o país petrolífero sendo um tema constante nas relações diplomáticas.
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