Júlio Barreto, de 50 anos, passou mal após cruzar a linha de chegada da meia maratona; ele era gerente na Danone e atleta experiente.
27 de Julho de 2026 às 12h53

Corredor Júlio Barreto morre após completar a SP City Marathon em São Paulo

Júlio Barreto, de 50 anos, passou mal após cruzar a linha de chegada da meia maratona; ele era gerente na Danone e atleta experiente.

O corredor Júlio Barreto, de 50 anos, faleceu na manhã deste domingo (26) após completar a 10ª edição da SP City Marathon, em São Paulo. Ele passou mal logo após cruzar a linha de chegada, localizada no Jockey Club, na zona sul da capital.

Segundo informações da organização do evento, Júlio apresentou um episódio de perda de consciência e ausência de resposta a estímulos imediatamente após finalizar a corrida. A equipe médica do evento iniciou as manobras de reanimação ainda no local, mas, apesar dos esforços, ele não resistiu e foi encaminhado a um hospital da região.

O treinador de Júlio, Rogério Orban, destacou que o atleta era um corredor amador experiente, tendo participado de diversas maratonas e provas de montanha. “Ele sempre foi um atleta ativo, começou a correr em 2021 e já havia completado várias provas de longa distância”, afirmou Rogério.

Amigos e familiares expressaram choque com a notícia da morte de Júlio, que era conhecido por seu estilo de vida saudável. A nutricionista Camila Porto, amiga do corredor, ressaltou que ele não fumava, consumia álcool raramente e cuidava bem da sua alimentação. “Foi algo 100% inesperado para todos nós”, disse Camila.

Júlio Barreto trabalhava como gerente de acesso ao mercado na Danone, onde atuava há mais de 20 anos na indústria farmacêutica, com passagens por empresas como Johnson & Johnson e Abbott. Sua trajetória profissional era marcada por um forte comprometimento com a saúde e nutrição.

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A Vila Leopoldina Road Runners, clube de corrida onde Júlio treinava, lamentou sua morte nas redes sociais, prestando condolências aos familiares e amigos. “Hoje nossos treinos seguem mais silenciosos, mas sua história continuará fazendo parte do Vila Leopoldina Road Runners”, diz a nota.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi classificado como morte natural. Júlio completou a prova normalmente, mas, ao se dirigir à ambulância após sentir dores no braço, sofreu um mal súbito e caiu.

Renata Haquihara, uma amiga que estava com Júlio, confirmou que ele se sentiu mal após a corrida. “Ele pegou a medalha, conversou com a gente e, quando voltou do banheiro, já não estava bem. Estava enjoado e sentindo dor no ombro direito”, relatou Renata.

Participantes do evento relataram nas redes sociais que a estrutura de atendimento médico foi insuficiente, com alegações de que não havia desfibriladores disponíveis. A organização da SP City Marathon, em nota, manifestou solidariedade à família e informou que não divulgará mais detalhes em respeito à memória de Júlio.

A corrida, que é uma das mais tradicionais de São Paulo, reuniu milhares de atletas em percursos de 21 km (meia maratona) e 42 km (maratona). A edição deste ano foi marcada por uma grande participação do público e por homenagens a Júlio Barreto, que deixou um legado entre seus companheiros de corrida.

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