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Azul anuncia ofertas de troca de dívida e emissão de novas ações para reestruturação
Companhia aérea busca reestruturar sua dívida com novas ofertas e emissão de US$ 500 milhões em notas superprioritárias
A Azul Linhas Aéreas, uma das principais companhias aéreas do Brasil, revelou nesta quarta-feira um plano abrangente de reestruturação financeira, que inclui ofertas de troca de dívida e a emissão de novas ações. A iniciativa visa fortalecer a posição financeira da empresa, que tem enfrentado desafios nos últimos meses.
As ofertas de troca de dívida abrangem títulos com vencimentos programados para 2028, 2029 e 2030. A companhia está em negociações com seus credores para eliminar cláusulas consideradas "restritivas", além de buscar a liberação de garantias e a remoção de eventos que possam levar à inadimplência.
Para que as trocas de dívida sejam efetivadas, a Azul estipulou que é necessário o envolvimento de pelo menos 66,67% do valor principal em aberto de cada série dos títulos existentes. Além disso, a adesão de 95% do valor principal das chamadas "notas 2L" é fundamental, assim como a emissão de novas "notas superprioritárias".
O prazo para que os investidores participem da oferta de troca de dívida antecipadamente se encerra no dia 7 de janeiro, enquanto o prazo final para adesão é 15 de janeiro. A companhia espera que a participação significativa dos credores permita a execução do plano de reestruturação de forma eficaz.
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Além das ofertas de troca, a Azul planeja emitir US$ 500 milhões em notas sêniores superprioritárias com vencimento em 2030. Esta emissão é parte de uma estratégia mais ampla de recapitalização, que inclui a realização de novas ações em três fases, com as primeiras emissões previstas para ocorrer até abril deste ano.
As ações da Azul, que são negociadas na bolsa sob o código AZUL4, têm mostrado volatilidade nos últimos meses, refletindo as incertezas do setor aéreo e os impactos da pandemia. A reestruturação financeira é vista como uma medida crucial para garantir a sustentabilidade da empresa a longo prazo.
A companhia aérea, que já havia anunciado anteriormente medidas para enfrentar a crise, agora busca fortalecer sua estrutura de capital e melhorar sua liquidez. A expectativa é que, com a adesão dos credores e a implementação do plano, a Azul consiga navegar por este período desafiador e retomar o crescimento.
O mercado aguarda com expectativa os desdobramentos dessa reestruturação, que poderá influenciar não apenas a performance da Azul, mas também o cenário do setor aéreo brasileiro como um todo.
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