O bilionário Elon Musk levanta a possibilidade de confisco de ativos do ministro do STF em resposta a críticas às big techs.
25 de Fevereiro de 2025 às 16h09

Elon Musk sugere sanções contra bens de Alexandre de Moraes nos EUA

O bilionário Elon Musk levanta a possibilidade de confisco de ativos do ministro do STF em resposta a críticas às big techs.

O bilionário Elon Musk, dono da plataforma X (anteriormente conhecida como Twitter), voltou a gerar polêmica ao sugerir, em uma postagem nas redes sociais, a possibilidade de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes. Musk questionou se o magistrado possui bens nos Estados Unidos, em um contexto que envolve críticas às big techs e ações judiciais contra Moraes.

A provocação de Musk ocorreu em resposta a uma publicação do influenciador Mario Nawfal, que reproduziu uma declaração de Moraes onde ele criticava as plataformas digitais, afirmando que elas “não são enviadas de Deus” e que promovem uma “lavagem cerebral” nos eleitores. Musk, conhecido por suas postagens controversas, indagou: “Moraes não tem bens nos Estados Unidos?”.

A questão levantada pelo empresário foi respondida por Paulo Figueiredo, neto do último ditador do Brasil, João Figueiredo, e crítico das decisões de Moraes. Figueiredo, que vive nos EUA e é investigado por sua suposta participação em tentativas de golpe de Estado no Brasil, afirmou que Moraes poderia enfrentar sanções mesmo sem possuir ativos no país. Ele explicou que, caso o nome do ministro seja incluído na lista de indivíduos sancionados pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, instituições financeiras poderiam bloquear suas contas, inclusive no Brasil.

Musk, ao tomar conhecimento da explicação de Figueiredo, respondeu com um simples “interessante”, o que gerou ainda mais especulações sobre suas intenções. A ideia de sanções contra Moraes já está sendo considerada por autoridades americanas, conforme apurado por fontes. O tema está sendo discutido no gabinete do ex-presidente Donald Trump, que tem relações estreitas com Musk.

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Uma lei que permitiria a adoção de sanções contra indivíduos que atuem a favor da censura está prestes a ser votada em uma das comissões do Congresso americano. O projeto, que deve ser aprovado devido à maioria republicana, tem como um de seus focos o ministro Moraes, especialmente em função de suas ações contra a plataforma X.

A discussão sobre as sanções surge em meio a um contexto mais amplo de críticas às ações de Moraes, que tem sido qualificado como um “operador da censura” nos EUA. Recentemente, o ministro determinou que a plataforma Rumble, que se recusa a indicar um representante legal no Brasil, fosse bloqueada no país, uma decisão que gerou reações tanto no Brasil quanto no exterior.

As sanções sugeridas contra Moraes estão relacionadas a um processo judicial movido pela Rumble e pela Trump Media, empresa do ex-presidente americano. No documento apresentado às cortes na Flórida, as empresas alegam que Moraes teria violado a soberania americana ao solicitar a suspensão da conta de Allan dos Santos, um blogueiro que utiliza a plataforma Rumble.

As ações judiciais contra Moraes nos EUA são vistas como uma extensão das tensões políticas entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão e ao papel das plataformas digitais na política. O ministro, que já enfrentou diversas críticas por suas decisões, agora se vê no centro de um debate internacional que pode ter repercussões significativas para sua imagem e para sua atuação como magistrado.

Enquanto as discussões sobre sanções e a possibilidade de confisco de bens se intensificam, a situação de Moraes continua a ser acompanhada de perto tanto por analistas políticos quanto pela mídia internacional. O desdobramento dessa história pode impactar não apenas a relação entre Brasil e EUA, mas também o cenário político brasileiro como um todo.

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