Tarcísio defende prisão domiciliar para Bolsonaro e promete lutar por anistia
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reafirma apoio a Bolsonaro e articulações para anistia ao ex-presidente.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou nesta terça-feira (25) sua defesa pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado. Durante um evento no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio destacou a necessidade de uma abordagem humanitária para a situação do ex-presidente, que, segundo ele, é uma pessoa idosa e com problemas de saúde.
“A questão de [Jair] Bolsonaro em casa é uma questão humanitária. Ele tem 70 anos e está muito doente. Colocar uma pessoa como ele na prisão é arriscado, pois pode não receber a medicação e alimentação adequadas”, afirmou Tarcísio, enfatizando a importância de respeitar os ex-presidentes do Brasil.
Além de defender a prisão domiciliar, o governador paulista anunciou sua intenção de trabalhar para que o Congresso Nacional avance em um projeto de anistia para Bolsonaro. Tarcísio afirmou que não teme as consequências políticas de sua posição, reiterando que fará o que for necessário para que a anistia seja aprovada.
“Eu sempre defendi a anistia. O que eu puder fazer para que a anistia seja aprovada, eu vou fazer. Pretendo visitar o Bolsonaro sempre. É um grande amigo que eu tenho. E nas horas da dificuldade é que os amigos têm que estar juntos. Vou estar próximo dele, vou visitar quantas vezes forem necessárias, para prestar minha solidariedade e meu apoio”, disse o governador a jornalistas.
Tarcísio também mencionou que está à disposição para ajudar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deve liderar as articulações pela anistia após a prisão do pai. O governador já havia prometido indultar Bolsonaro caso venha a se tornar presidente da República.
Questionado sobre se recebeu algum recado do ex-presidente para atuar na articulação da anistia, Tarcísio negou, mas ressaltou que os aliados de Bolsonaro estão preocupados com a situação. “Acho que o presidente nem está com a cabeça nisso, mas tem um grupo de pessoas aqui fora que está preocupado com isso”, afirmou.
Recentemente, Tarcísio se tornou alvo de críticas após sua atuação em favor da anistia na Câmara dos Deputados, o que gerou desgastes com opositores e com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua relação com a Corte se deteriorou ainda mais após declarações polêmicas durante um ato bolsonarista no dia 7 de setembro, quando chamou o ministro Alexandre de Moraes de “ditador”.
Em resposta a críticas, Tarcísio reiterou sua posição, afirmando que não está preocupado com o desgaste político. “Vou trabalhar para que a anistia seja pautada e para que ela possa ser aprovada. Não estou preocupado com desgaste”, destacou.
A situação de Jair Bolsonaro, que foi preso no último sábado (22) após alegações de tentativa de romper sua tornozeleira eletrônica, continua a gerar discussões acaloradas no cenário político brasileiro. O ex-presidente, que alegou ter tido uma “alucinação” ao tentar remover o dispositivo, permanece sob vigilância e enfrenta um futuro incerto.
Veja também: