China exige libertação imediata de Maduro e esposa após captura nos EUA
Pequim critica ações dos EUA na Venezuela e pede garantias de segurança ao presidente e sua esposa detidos em Nova York.
O governo da China, liderado por Xi Jinping, manifestou sua indignação após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorrida no último sábado (3) em Caracas. Em um comunicado emitido neste domingo (4), o Ministério das Relações Exteriores da China classificou a ação dos Estados Unidos como uma "clara violação do direito internacional".
“A China insta os EUA a garantirem a segurança pessoal do presidente Maduro e de sua esposa, a libertá-los imediatamente e a cessarem as tentativas de desestabilizar o governo da Venezuela, resolvendo as questões por meio do diálogo e da negociação”, afirmou a chancelaria chinesa.
A captura de Maduro, que agora se encontra sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York, gerou reações de aliados do regime venezuelano. A Rússia, por exemplo, também exigiu a liberação do presidente e de sua esposa, com o chanceler russo, Sergei Lavrov, pedindo que os EUA reconsiderem sua posição e libertem o "presidente legalmente eleito de um país soberano".
O governo chinês, que tem sido um parceiro estratégico da Venezuela desde os anos 2000, criticou duramente o que chamou de "comportamento hegemônico" dos EUA, que, segundo Pequim, ameaça a paz na América Latina e no Caribe. “Tais atos violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela”, destacou o comunicado.
Além da China e da Rússia, outras nações aliadas, como Irã e Cuba, também condenaram as ações americanas. O Irã, que já enfrentou ataques militares dos EUA, classificou a intervenção como uma "violação flagrante da soberania nacional" da Venezuela.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos assumiriam a administração da Venezuela após a prisão de Maduro, afirmando que o país exploraria suas vastas reservas de petróleo. Maduro e Flores enfrentam acusações de "conspiração para o narcoterrorismo" e devem ser julgados em solo americano.
A captura de Maduro ocorreu em meio a bombardeios realizados pelas forças militares dos EUA em Caracas, que resultaram na morte de pelo menos 40 pessoas, incluindo civis e militares, segundo o jornal The New York Times.
O Conselho de Segurança da ONU se reunirá na próxima segunda-feira (5) para discutir a situação na Venezuela, e o governo brasileiro manifestou sua intenção de se opor à intervenção estrangeira na região.
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