Um homem no norte da Suécia é suspeito de vender os serviços sexuais de sua esposa para 120 homens
16 de Fevereiro de 2026 às 19h36

Marido é acusado de explorar esposa em esquema de prostituição na Suécia

Um homem no norte da Suécia é suspeito de vender os serviços sexuais de sua esposa para 120 homens

Um homem na região norte da Suécia está sendo investigado por supostamente explorar sua esposa, vendendo seus serviços sexuais a pelo menos 120 homens. A informação foi divulgada pela promotora responsável pelo caso, Ida Annerstedt, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira.

O suspeito, que está na casa dos 60 anos, encontra-se detido desde outubro do ano passado, após a esposa relatar os abusos à polícia. Desde então, as autoridades têm trabalhado na preparação de acusações de proxenetismo agravado. Annerstedt afirmou que o marido teria explorado sua esposa de maneira sistemática e em larga escala.

As autoridades suecas revelaram, pela primeira vez, o número total de homens envolvidos no caso. A identidade do casal não foi divulgada. O homem nega as acusações e afirma não ter cometido qualquer crime.

A promotora não forneceu detalhes sobre possíveis coações no caso, nem confirmou se a mulher foi drogada durante os atos sexuais. A legislação sueca proíbe a compra de sexo, mas não a venda, considerando as pessoas que se prostituem como vítimas de exploração.

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Se condenado por proxenetismo agravado, o homem pode enfrentar uma pena de prisão que varia de dois a dez anos. Até o momento, dois homens que teriam adquirido os serviços sexuais da mulher já foram acusados e podem enfrentar até um ano de prisão se forem considerados culpados.

A promotora Annerstedt também indicou que a acusação contra o marido deve ser formalizada em 13 de março, com a expectativa de que o julgamento comece logo em seguida. A investigação ainda está em andamento, e novos suspeitos podem ser identificados.

Além disso, a compra de serviços sexuais sem contato físico, especialmente pela internet, é igualmente criminalizada na Suécia. A promotora destacou que a polícia está avaliando outras possíveis infrações relacionadas ao caso, mas não forneceu mais informações para preservar a confidencialidade da investigação.

O caso chamou a atenção não apenas pela gravidade das acusações, mas também pela complexidade das leis suecas em relação à prostituição, que visam proteger as pessoas envolvidas e punir os exploradores. A sociedade sueca, conhecida por seu forte compromisso com os direitos humanos, está atenta ao desdobramento deste caso.

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