Goleiro Bruno é considerado foragido após descumprir ordem judicial no Rio
Ex-atleta não se apresentou às autoridades após revogação do livramento condicional
O ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, condenado a 23 anos e um mês de prisão pela morte da modelo Eliza Samudio, passou a ser considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) expedir um mandado de prisão contra ele, que não se apresentou às autoridades após a Vara de Execuções Penais revogar seu livramento condicional.
A revogação ocorreu porque Bruno deixou o estado do Rio sem autorização judicial. Ele viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro, apenas quatro dias após ter obtido o livramento condicional, para defender o time Vasco-AC em uma partida da Copa do Brasil, onde a equipe foi eliminada nos pênaltis.
O juiz Rafael Estrela Nóbrega, responsável pela decisão, destacou que as ações do ex-atleta demonstram um “descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido”, afirmando que Bruno não poderia alegar desconhecimento das condições impostas pela Justiça.
A defesa de Bruno, representada pela advogada Mariana Migliorini, contestou a decisão e afirmou que orientou o goleiro a não se apresentar neste momento. Segundo ela, a estratégia é aguardar a análise do recurso antes de qualquer apresentação à Justiça. “Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto, o que entendemos ser uma medida irregular”, declarou.
A advogada ressaltou que Bruno vinha cumprindo regularmente as condições impostas desde a concessão do livramento condicional, comparecendo ao patronato sempre que solicitado e mantendo seu endereço atualizado.
Bruno foi condenado em 2013 pelo homicídio de Eliza Samudio, um crime que teve grande repercussão nacional. A Justiça concluiu que Eliza foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o ex-jogador.
Com a revogação do livramento condicional e a expedição do mandado de prisão, Bruno agora é considerado foragido. O caso levanta preocupações sobre o cumprimento das condições de liberdade condicional e as implicações legais para o ex-atleta.
A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro determinou que o ex-goleiro retorne ao regime semiaberto, onde deveria cumprir sua pena. A situação de Bruno continua a ser monitorada pelas autoridades, enquanto sua defesa busca reverter a decisão judicial que resultou na revogação do livramento.
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