Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga dados positivos sobre o comércio varejista.
11 de Março de 2026 às 10h57

Vendas no varejo brasileiro crescem 0,4% em janeiro, superando expectativas do mercado

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga dados positivos sobre o comércio varejista.

As vendas no varejo brasileiro registraram um crescimento de 0,4% em janeiro em comparação ao mês anterior, além de uma alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

A expectativa, segundo uma pesquisa realizada pela Reuters, era de uma queda de 0,10% na comparação mensal e um aumento de 1,65% em relação ao ano anterior. O resultado positivo surpreendeu analistas e especialistas do setor.

De acordo com Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, o desempenho de janeiro representa o ponto mais alto da série livre de sazonalidade. “Embora a variação seja considerada baixa, ela é interpretada como uma estabilidade na passagem de dezembro para janeiro. A taxa positiva faz com que janeiro atinja o ponto mais alto da série, igualando-se, em volume, a novembro de 2025. É importante ressaltar que renovações desse pico não são comuns”, explicou Santos.

Os resultados positivos foram impulsionados principalmente pelas atividades farmacêuticas, que incluem produtos de higiene pessoal e beleza. “Esse desempenho, com variação próxima à estabilidade e patamares altos a médio e longo prazos, tem como protagonista a atividade farmacêutica, que, exceto em dezembro, apresentou crescimento constante desde julho de 2025, registrando em janeiro a maior variação (2,6%) entre as oito atividades pesquisadas”, detalhou Cristiano.

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Na comparação de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, quatro das oito atividades do comércio varejista apresentaram taxas positivas no volume de vendas. Os destaques foram: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,6%), tecidos, vestuário e calçados (1,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).

Por outro lado, o segmento de móveis e eletrodomésticos apresentou variação nula (0,0%), enquanto três atividades enfrentaram resultados negativos: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%) e combustíveis e lubrificantes (-1,3%).

Em relação aos resultados negativos, Cristiano destacou que janeiro foi um mês desafiador para o setor de eletroeletrônicos. “Após um crescimento robusto nos três meses anteriores, janeiro trouxe uma queda de 9,3%. Esse setor é particularmente afetado pela variação do dólar e, em períodos de alta volatilidade, as empresas aproveitam para repor seus estoques em momentos de valorização do real, decidindo posteriormente o melhor momento para realizar promoções. Além disso, o setor se beneficiou de uma Black Friday e um Natal com vendas mais fortes”, analisou.

Os dados da PMC são fundamentais para entender o comportamento do comércio varejista no Brasil e suas variações ao longo do tempo. A pesquisa, que começou em janeiro de 1995, monitora a receita bruta de revenda nas empresas formais com 20 ou mais trabalhadores, cuja atividade principal é o comércio varejista.

Com esses resultados, o cenário do varejo brasileiro mostra sinais de recuperação e resiliência, mesmo diante de desafios econômicos e flutuações de mercado. A continuidade do crescimento em setores específicos pode indicar uma tendência positiva para os próximos meses.

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