Reajuste entra em vigor no sábado e ocorre em meio à volatilidade do mercado internacional de petróleo.
13 de Março de 2026 às 17h46

Petrobras aumenta preço do diesel em R$ 0,38, mesmo após isenção de impostos

Reajuste entra em vigor no sábado e ocorre em meio à volatilidade do mercado internacional de petróleo.

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um aumento de R$ 0,38 no preço do litro do diesel para as distribuidoras, que passará a ser de R$ 3,65 a partir deste sábado (14). O reajuste ocorre um dia após o Governo Federal divulgar medidas para tentar conter o aumento do preço do combustível nas refinarias, incluindo a isenção dos tributos PIS e Cofins, que representa uma redução de R$ 0,32 no preço final.

O aumento no preço do diesel é justificado pela Petrobras como uma necessidade de correção diante da alta dos preços internacionais do petróleo, que dispararam devido à escalada de conflitos no Oriente Médio. A estatal ressaltou que, apesar do reajuste, os preços ainda registram uma queda acumulada de 29,6% desde dezembro de 2022, considerando a inflação.

Em nota, a empresa explicou que o diesel A, vendido nas refinarias, terá um aumento que impactará o diesel B, comercializado nos postos, que deverá ser vendido a um preço médio de R$ 3,10 por litro. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o efeito do reajuste para o consumidor final será mitigado pelas medidas do governo, que visam aliviar a pressão sobre os preços.

A decisão pela elevação no preço do diesel acontece em um contexto de forte pressão do mercado global, onde o barril de petróleo tipo Brent chegou a picos de US$ 120, uma alta significativa em relação aos US$ 70 registrados anteriormente. A defasagem nos preços praticados pela Petrobras era considerada crítica, com 72% de defasagem para o diesel e 43% para a gasolina, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

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Desde o início da semana, relatos indicam que muitos postos de combustíveis já estavam repassando aumentos de até R$ 0,80 por litro, mesmo antes do anúncio oficial da Petrobras. A companhia, que estava em “estado de observação diária” devido à volatilidade do mercado, indicou que o represamento dos preços estava chegando ao limite operacional.

O governo federal, por sua vez, tem enfrentado pressão do setor de transporte e do agronegócio, que já sentem os efeitos da alta dos combustíveis em seus custos operacionais. A Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) chegou a ameaçar convocar greves, pedindo a isenção de impostos e do pagamento de pedágio até que a crise fosse resolvida.

Além disso, a Anatrip (Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário Interestadual Semiurbano de Passageiros) solicitou à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) um reequilíbrio econômico-financeiro das tarifas, a fim de ajustá-las à alta de custos. A Petrobras, por sua vez, se comprometeu a seguir monitorando a situação e a ajustar os preços conforme necessário.

Com o aumento do preço do diesel, a expectativa é que o impacto se reflita em toda a cadeia de transporte e logística, afetando diretamente o consumidor final. A companhia reafirma que continua a trabalhar em alinhamento com as diretrizes do governo para garantir que os efeitos da volatilidade do mercado sejam minimizados.

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