Magda Chambriard, presidente da Petrobras, destaca medidas que evitaram alta nos combustíveis
13 de Março de 2026 às 18h16

Petrobras revela que aumento do diesel seria de R$ 0,70 sem intervenções do governo

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, destaca medidas que evitaram alta nos combustíveis

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que, sem o pacote de medidas anunciado pelo governo federal, o aumento do diesel às distribuidoras poderia ter alcançado R$ 0,70 por litro. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (13), onde a executiva também confirmou que o preço da gasolina permanecerá inalterado.

Chambriard explicou que o pacote inclui uma subvenção de R$ 0,32 aos produtores de diesel e um reajuste de R$ 0,38 no preço do combustível, resultando em um aumento potencial de R$ 0,70. Destacou que parte desse valor será coberta pelo governo, mitigando assim o impacto sobre os consumidores.

“Isso é quanto a Petrobras vai receber. A guerra foi determinante para esse aumento do diesel. Há 20 dias, havia uma tendência de queda no preço. Estávamos nos preparando para reduzir o preço do diesel e fomos surpreendidos. O governo interveio, evitando um aumento de R$ 0,70 no preço do diesel”, afirmou Chambriard.

Com o cenário de instabilidade internacional, a presidente ressaltou que a avaliação dos preços é feita diariamente e que a empresa pode tomar novas medidas a qualquer momento. “A Petrobras está seguindo sua estratégia. Vamos continuar acompanhando os preços no mercado internacional, e novas medidas podem ser tomadas a qualquer momento”, disse.

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Chambriard também mencionou que, apesar das intervenções do governo, a política de preços da Petrobras permanece inalterada. “Essa conjugação de esforços para atenuar os preços não muda em nada a política de preços da Petrobras. Não engessa nem altera”, ressaltou.

Ela enfatizou que o impacto do aumento do diesel para o consumidor será de apenas R$ 0,06 por litro, uma vez que as medidas do governo têm como objetivo compensar a alta internacional do petróleo, que voltou a subir devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já havia destacado que a Petrobras possui autonomia para alterar sua política de preços conforme necessário. “A Petrobras tem a sua governança, e o governo respeita essa governança”, afirmou Silveira em uma coletiva anterior.

Chambriard também pediu que os estados considerem a redução das alíquotas de ICMS sobre os combustíveis, como parte de um esforço conjunto para enfrentar o aumento dos preços provocado pela guerra no Irã.

Por fim, a presidente da Petrobras reiterou que a estratégia comercial da companhia continua a ser baseada em critérios de mercado e na busca por competitividade, sem comprometer a sustentabilidade financeira da estatal.

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