Gilmar Reis da Silva, conhecido como 'Vovozona', é investigado por lavagem de dinheiro no MS.
12 de Março de 2026 às 11h14

Polícia apreende Porsche de R$ 1 milhão associado a líder do Comando Vermelho

Gilmar Reis da Silva, conhecido como 'Vovozona', é investigado por lavagem de dinheiro no MS.

RIO – A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul apreendeu, nesta terça-feira, 10, um Porsche Panamera avaliado em R$ 1 milhão, pertencente a Gilmar Reis da Silva, conhecido pelo apelido de “Vovozona”. Ele é considerado uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) no estado.

A apreensão do veículo ocorreu em uma ação conjunta das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). O automóvel estava registrado em nome da esposa de Gilmar, que também é investigada por sua ligação com o esquema de lavagem de dinheiro associado à facção criminosa.

Essa operação é um desdobramento da Operação Imperium, que foi deflagrada em 10 de fevereiro deste ano e tem como foco o núcleo financeiro da organização criminosa. As investigações buscam desmantelar esquemas de lavagem de dinheiro e a ocultaçãode bens oriundos de atividades ilícitas.

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Durante a operação, foram cumpridos diversos mandados judiciais, incluindo prisões e buscas, além do sequestro de bens. O objetivo é atingir a estrutura patrimonial que sustenta e fortalece a atuação do Comando Vermelho na região.

Gilmar Reis da Silva, considerado um criminoso de alta periculosidade, fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT), no dia 14 de julho de 2023. Desde então, ele tem sido alvo de investigações que revelaram o uso de documentos falsos para a abertura de contas bancárias e empresas de fachada.

As investigações indicam que Gilmar e sua esposa utilizavam identidades fraudulentas para registrar negócios em Rondonópolis (MT), com o intuito de movimentar dinheiro proveniente do crime e adquirir bens móveis e imóveis. Essas empresas eram utilizadas para reintroduzir capital ilícito no mercado, por meio da compra de veículos e imóveis, além de repasses de lucros aos membros da facção.

A operação busca não apenas apreender bens, mas também mapear outros ativos adquiridos com recursos ilícitos e identificar novos envolvidos que atuam como “laranjas” para a facção. A polícia continua a investigar as conexões de Gilmar e sua rede de apoio, visando desarticular completamente a estrutura que sustenta o Comando Vermelho na região.

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