Chris Wright, secretário de Energia dos EUA, afirma que a Marinha pode atuar na região após ataques a petroleiros.
12 de Março de 2026 às 14h42

EUA podem iniciar escolta de navios no Estreito de Ormuz até o fim de março, diz secretário

Chris Wright, secretário de Energia dos EUA, afirma que a Marinha pode atuar na região após ataques a petroleiros.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta quinta-feira que a Marinha americana poderá começar a escoltar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz até o final deste mês. Em entrevista à CNBC, ele destacou que, embora a escolta não seja viável no momento, a possibilidade é considerada “bastante provável”.

Wright causou confusão nos mercados na terça-feira, quando publicou e posteriormente apagou uma mensagem no X, indicando que um petroleiro havia sido escoltado com sucesso pela Marinha dos EUA. Suas declarações surgem em um contexto de crescente tensão no mercado de petróleo, após o Irã atacar dois petroleiros na região.

Os ataques resultaram em um aumento significativo nos preços do petróleo, com o barril do Brent sendo negociado próximo aos US$ 100. A Agência Internacional de Energia (AIE) havia anunciado a liberação recorde de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para estabilizar os mercados, mas isso não foi suficiente para conter a alta.

Em um desdobramento das tensões, o presidente da França, Emmanuel Macron, mencionou a possibilidade de um esforço conjunto entre países para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, embora tenha ressaltado que a implementação de tal operação levaria semanas.

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Wright também comentou que o governo do presidente Donald Trump está em contato com outras nações para reabrir o estreito, mas não forneceu detalhes sobre os planos. Ele enfatizou que todos os recursos militares dos EUA estão atualmente focados em neutralizar as capacidades ofensivas do Irã.

A AIE, em seu relatório, destacou que a atual guerra no Oriente Médio representa o maior choque de oferta de petróleo da história, com a produção dos países do Golfo Pérsico reduzida em pelo menos 10 milhões de barris por dia, o equivalente a quase 10% da demanda mundial.

Além disso, Wright mencionou que reuniões estão sendo realizadas no Pentágono para discutir a possibilidade de escoltas por parte da Marinha. Ele acredita que a situação atual do mercado de petróleo está bem abastecida, mas que os preços de curto prazo são influenciados mais pela psicologia do que pelos fluxos físicos de petróleo.

Enquanto isso, os Estados Unidos também estão flexibilizando algumas sanções sobre o petróleo russo, permitindo que a Índia compre temporariamente, a fim de lidar com os problemas de fornecimento causados pela guerra. Wright esclareceu que essa flexibilização não equivale a um alívio das sanções, já que o petróleo estava destinado à China.

As tensões no Estreito de Ormuz são particularmente preocupantes, uma vez que essa passagem é crucial para o transporte de petróleo global, com cerca de um quinto do petróleo mundial transitando por ali. O futuro da segurança na região continua incerto, à medida que as nações envolvidas buscam soluções para a crise atual.

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