O senador Carlos Viana (Podemos-MG) recorre ao STF para garantir mais 60 dias de investigações da CPMI do INSS.
13 de Março de 2026 às 16h46

Carlos Viana solicita prorrogação da CPMI do INSS ao STF em busca de mais tempo

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) recorre ao STF para garantir mais 60 dias de investigações da CPMI do INSS.

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana, do partido Podemos de Minas Gerais, anunciou nesta quinta-feira (12) que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a prorrogação dos trabalhos do colegiado por mais 60 dias. A decisão foi tomada em resposta à falta de retorno do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, sobre o pedido de extensão do prazo da comissão.

Viana afirmou que a CPMI, que atualmente está prevista para encerrar suas atividades no final deste mês, precisa de mais tempo para concluir as investigações sobre um esquema bilionário de fraudes que afetam aposentados e pensionistas do INSS. O senador declarou que a ação no STF será formalizada através de um mandado de segurança, que visa assegurar a continuidade das investigações.

“Estamos trabalhando intensamente para que a CPMI seja prorrogada, seja por consenso ou através do mandado de segurança que pretendo impetrar no Supremo”, disse Viana durante a reunião da comissão. Ele enfatizou que a prorrogação é um direito constitucional das minorias parlamentares, desde que haja um número suficiente de assinaturas para tal.

O pedido de prorrogação já conta com o apoio de 175 deputados federais e 29 senadores, número que supera o mínimo exigido pela Constituição, que requer um terço do Congresso Nacional para que a solicitação seja considerada. No entanto, até o momento, não houve qualquer protocolo oficial do Senado que reconheça o recebimento do requerimento de prorrogação.

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“É escandaloso que não haja conhecimento no protocolo oficial do Senado sobre o recebimento desse documento. Isso impede o exercício de um direito constitucional da minoria parlamentar”, criticou o senador. Ele destacou que a CPMI foi criada para investigar fraudes que resultaram em prejuízos estimados em bilhões de reais aos beneficiários do INSS, envolvendo associações e entidades que realizavam cobranças indevidas.

Além da prorrogação, a CPMI enfrenta dificuldades para realizar depoimentos devido a decisões do STF que concederam habeas corpus a investigados, dificultando a convocação de testemunhas. Viana informou que, diante desse cenário, a comissão pretende concentrar esforços na análise dos dados já obtidos, limitando novos requerimentos apenas ao que for estritamente necessário.

Recentemente, o depoimento da empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, foi adiado novamente após sua defesa acionar o STF para suspender a convocação. O novo depoimento está agendado para o dia 18 de março. Outros convocados também não compareceram às sessões, o que tem gerado frustração entre os membros da comissão.

O senador Carlos Viana reafirmou a importância da CPMI para garantir a transparência e a responsabilização no uso dos recursos públicos, especialmente em um momento em que a confiança nas instituições é fundamental. A expectativa é que a decisão do STF sobre a prorrogação ocorra rapidamente, permitindo que a comissão finalize suas investigações antes do encerramento previsto.

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