Presidente da CPMI admite que, sem prorrogação, relatório pode ser lido e votado até 28 de março
18 de Março de 2026 às 17h24

Carlos Viana prevê votação do relatório final da CPMI do INSS na próxima semana

Presidente da CPMI admite que, sem prorrogação, relatório pode ser lido e votado até 28 de março

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, anunciou nesta quarta-feira (18) que há a possibilidade de leitura e votação do relatório final na próxima semana, caso não haja prorrogação dos trabalhos.

Viana destacou que, se as testemunhas convocadas não comparecerem nas próximas sessões, o relatório pode ser lido até a próxima quinta-feira, dia 26 de março. O prazo final para o encerramento das investigações está estipulado para o dia 28 de março, um sábado, quando o Congresso Nacional não está em funcionamento.

“Se a CPMI não tiver uma prorrogação aprovada, já na próxima semana marcaremos a leitura do relatório. Posso afirmar que já temos mais de 5 mil páginas de documentos”, declarou Viana em entrevista a jornalistas, enfatizando a urgência do processo.

O presidente da CPMI ainda não recebeu informações do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, sobre a possível prorrogação dos trabalhos. Além disso, aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a um mandado de segurança que pede a extensão do prazo da comissão, que está sob análise do ministro André Mendonça.

Viana expressou sua esperança de que a prorrogação seja aprovada, afirmando: “Em nome dos aposentados e cidadãos que desejam uma investigação transparente, espero que consigamos essa prorrogação”.

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Na terça-feira (17), o senador utilizou suas redes sociais para comentar a decisão do ministro André Mendonça, que atua como relator do mandado de segurança. “Estamos diante de uma questão de elevada relevância institucional, que diz respeito ao direito constitucional do Parlamento”, escreveu Viana.

O pedido de prorrogação foi formulado pelo próprio Carlos Viana, junto com o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, e o deputado Marcel Van Hattem, ambos envolvidos na investigação.

Se a prorrogação não for concedida, Viana já se prepara para a leitura do relatório, mesmo que parcial, e para a tentativa de aprovação do texto na próxima semana. “É fundamental que possamos dar respostas à sociedade. O povo brasileiro espera muito da CPMI e não quero decepcioná-los”, afirmou o senador.

Além disso, Viana manifestou a intenção de ouvir o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília, como uma prioridade caso os trabalhos sejam prorrogados. “Trazer Daniel Vorcaro à CPMI é uma questão de honra, pois ele precisa esclarecer os detalhes das investigações”, concluiu.

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