O presidente dos EUA, Donald Trump, promete 'libertar' Cuba enquanto a ilha enfrenta apagões generalizados.
18 de Março de 2026 às 15h13

Trump afirma que terá 'honra' de tomar Cuba em meio a crise energética

O presidente dos EUA, Donald Trump, promete 'libertar' Cuba enquanto a ilha enfrenta apagões generalizados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (16) que espera ter “a honra de tomar Cuba” durante seu mandato. A afirmação foi feita em meio a uma grave crise energética que afeta a ilha, que sofre apagões generalizados devido ao bloqueio de petróleo imposto por Washington.

“Acredito sinceramente que terei a honra de tomar o controle de Cuba, de alguma forma”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval. Ele enfatizou que poderia “libertá-la ou tomá-la”, acrescentando que a nação caribenha está “muito debilitada neste momento”.

As declarações de Trump ocorrem em um contexto de tensões crescentes entre os Estados Unidos e Cuba, especialmente após o governo americano ter ameaçado aplicar sanções a países que desejam fornecer petróleo à ilha. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu que os dois governos estão em negociações, mas a pressão sobre Havana tem aumentado.

Recentemente, Cuba enfrentou um apagão total que deixou mais de 10 milhões de pessoas sem energia. A União Nacional Elétrica (UNE) informou que a situação se deveu a uma desconexão total do Sistema Elétrico Nacional. “Estamos implementando os protocolos de restabelecimento”, afirmou a UNE.

Desde o início do mês, a crise energética se agravou, com a falta de combustível e problemas estruturais no sistema elétrico da ilha, que já enfrenta cortes regulares de abastecimento. A escassez de petróleo, exacerbada pelo bloqueio dos Estados Unidos, tem gerado descontentamento entre a população cubana.

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Trump, em suas declarações, também mencionou que Cuba “quer fazer um acordo” e que acredita que um entendimento pode ser alcançado em breve. “Acho que muito em breve chegaremos a um acordo ou a prejuízo, o que for necessário”, disse o presidente americano a repórteres a bordo do Air Force One.

A crise em Cuba não se limita à energia. O país também enfrenta escassez de alimentos e medicamentos, o que tem gerado protestos e manifestações populares. Recentemente, um escritório do Partido Comunista em Morón foi vandalizado durante uma dessas manifestações.

O governo cubano, por sua vez, tem tentado lidar com a situação, mas Díaz-Canel reconheceu a insatisfação popular em relação aos apagões prolongados. “O que nunca será compreensível ou justificado é a violência”, afirmou o presidente cubano em resposta aos recentes atos de vandalismo.

Com a situação se deteriorando, a pressão sobre o governo cubano aumenta, e as declarações de Trump podem intensificar ainda mais as tensões entre os dois países. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos desse cenário, que pode impactar não apenas Cuba, mas também a dinâmica política na região.

Ainda não está claro como as negociações entre os Estados Unidos e Cuba avançarão, mas as declarações de Trump indicam uma postura firme em relação à ilha, que continua a enfrentar desafios significativos em meio a um contexto de crise.

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